Sobe para 44 número de mortos em atentado contra escola militar na Argélia

Les Issers (Argélia), 19 ago (EFE).- Pelo menos 44 pessoas morreram, entre elas 42 civis, no atentado cometido hoje contra uma escola superior militar na província de Boumerdès, na região da Cabília, informaram à Agência Efe fontes de segurança.

EFE |

A Efe constatou no local do atentado a magnitude da explosão, que destruiu dezenas de casas e comércios, e causou grandes danos em alguns imóveis situados a mais de cem metros da área onde explodiu o carro-bomba.

O suicida dirigia um veículo 4X4 de carga, que detonou em frente a uma escola de Gendarmaria, no meio da estrada de entrada da localidade de Les Issers às 7h40 (3h40 de Brasília).

Naquele momento, circulavam pela zona vários moradores e também um ônibus de passageiros que fazia a rota entre Tizi-Ouzou, a capital da Cabília, e Orã.

A explosão deixou uma cratera na estrada, e atingiu os carros que se encontravam nas imediações e o ônibus de passageiros.

Testemunhas disseram à Efe que uma família foi completamente carbonizada dentro de seu veículo em conseqüência da explosão, e pelo menos mais quatro veículos ficaram totalmente destruídos.

Vários passageiros do ônibus morreram devido à explosão, que destruiu também o muro da Gendarmaria e uma casa em frente.

O anterior balanço oficial do atentado cifrava o número de vítimas fatais em 42 civis e um gendarme, além de 45 feridos, entre eles 32 civis e 13 gendarmes.

Fontes da Gendarmaria no local do atentado informaram à Efe que outro membro deste corpo militar tinha acabado de morrer no hospital.

Entre as vítimas, há também vários candidatos a entrar na escola de Gendarmaria, que naquele momento aguardavam em frente à academia militar.

A escola fica na estrada nacional RN12, 55 quilômetros ao leste de Argel, na província de Boumerdès, um dos principais cenários na Argélia dos atentados dos grupos terroristas, que aproveitam os densos maciços florestais do local para fugir das forças de segurança.

Este foi o atentado mais mortífero na Argélia há muitos meses, com um balanço de vítimas superior ao dos ataques suicidas de Argel de 11 de dezembro, que causaram 41 mortes. EFE jg/an

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