Sobe para 39 o número de mortos em atentado no noroeste do Paquistão

Nova Délhi, 19 set (EFE).- Pelo menos 39 pessoas perderam a vida e 54 ficaram feridas no atentado suicida registrado ontem em um mercado da cidade de Kohat, no noroeste do Paquistão, informaram a imprensa do país.

EFE |

Segundo os canais paquistaneses, o número de falecidos aumentou hoje a 39 depois que as equipes de resgate encontrassem os cadáveres de mais vítimas sob os escombros na zona do ataque, pertencente à Província da Fronteira do Noroeste (NWFP).

Os legistas ainda não puderam determinar a identidade de nove dos corpos, enquanto um total de 24 vítimas mortais já foram identificadas.

O responsável da administração da zona na qual teve lugar o atentado, Mehtab-ul Hassan, explicou ontem a Efe que a explosão aconteceu quando um suicida a bordo de um jipe detonou a carga que transportava às 10 da manhã hora local (2h de Brasília).

O porta-voz da Polícia de Kohat, Fazal Naeem, confirmou que o veículo ia carregado com 150 quilos de explosivos.

Segundo várias testemunhas, o suicida detonou sua carga junto a uma parada de ônibus situada em frente a um hotel, no mercado da zona de Kacchapakka.

Como consequência da explosão, o hotel e várias pequenas lojas desabaram.

As forças de segurança constituíram um comitê investigador para esclarecer as circunstâncias do ataque.

Também ontem, um chefe administrativo do distrito de Hangu, Haji Khan Afzal, perdeu a vida por causa da explosão de uma bomba próxima a uma mesquita na área noroeste paquistanesa de Wuch.

A bomba, que foi detonado por controle remoto, causou ferimentos a outras três pessoas.

Segundo a cadeia "Dawn TV", a vítima era muito respeitada devido a sua participação nas negociações de paz entre líderes sunitas e xiitas na zona, onde os choques entre os seguidores dos dois principais ramos do Islã são frequentes.

Ambas comunidades convivem em diversos pontos do país e com frequência costumam se registrar distúrbios entre grupos ou atentados contra lugares de culto, especialmente no noroeste, onde predomina a etnia pashtun, a própria dos talibãs, que são integrados no ramos sunita, corrente majoritária no Paquistão. EFE igb-mb/fk

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