Sobe para 33 o número de mortos em atentado em mesquita xiita no Paquistão

Pelo menos 33 pessoas morreram e 52 ficaram feridas em um atentado suicida cometido na quinta-feira à noite em uma mesquita xiita na região central do Paquistão, país de maioria sunita, segundo um novo balanço divulgado pela polícia.

AFP |

De acordo com o chefe de polícia local, Maqsoodal Hassan, três pessoas não resistiram aos ferimentos durante a noite, o que elevou o número de mortos a 33.

O atentado na cidade de Dera Ghazi Jan também deixou 52 feridos, 13 deles em estado crítico, afirmou Hassan.

A cidade amanheceu deserta nesta sexta-feira, com escolas, lojas e prédios públicos fechados após uma noite de violência por parte de estudantes xiitas.

A explosão ocorreu no momento em que uma multidão se dirigia no final da tarde para a mesquita onde um culto religioso iria começar, segundo a polícia.

A explosão ocorreu a 15 metros da mesquita. De acordo com a polícia, o ataque terrorista contra os xiitas pretende criar desestabilização.

A potente deflagração causou grandes danos à mesquita e em outro lugar sagrado xiita próximo.

O terrorista suicida vestia uma roupa com de 12 a 14 quilos de explosivos, indicou uma outra autoridade policial, Athar Mubarikhe.

Após o atentado houve pânico no bairro e as pessoas correram para todos os lados à procura de abrigo.

Os xiitas respeitam atualmente 40 dias de luto pela morte de uma de suas principais figuras, o Imã Hussein, que foi assassinado em Kerbala (atualmente uma cidade do Iraque) no ano 680 antes de Cristo.

Os xiitas representam 20% dos cerca de 160 milhões paquistaneses. Nesse país, a coexistência de sunitas e xiitas tem sido tradicionalmente pacífica, apesar de a violência sectária iniciada no final dos anos 80 ter matado 4.000 pessoas.

Há três dias, uma explosão em uma mesquita sunita em Dera Ismail Khan (norte) matou uma pessoa e feriu outras 18.

Mais de 1.500 pessoas morreram nos ataques e atentados praticados nos últimos 19 meses por extremistas devido à decisão de Paquistão de apoiar os Estados Unidos em sua guerra contra o terror após os atentados de 11 de setembro de 2001.

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