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Sobe para 25 número de mortos por Hanna no Haiti

(atualiza número de mortos e acrescenta informação meteorológica, e declarações do presidente haitiano, René Préval) Porto Príncipe, 3 set (EFE).- O número de mortes causadas pela tempestade tropical Hanna no Haiti subiu para 25, informaram hoje as autoridades locais.

EFE |

A tempestade, que ainda segue gerando intensas chuvas em alguns pontos do Haiti, causou graves inundações, em particular em um dos departamentos do norte do país, Artibonite, onde morreram 13 pessoas, disse à Agência Efe a diretora de Defesa Civil, Alta Jean-Baptiste.

Na região sul morreram dez pessoas e na oeste, duas, assinalou Jean-Baptiste, que ressaltou que os números são provisórios.

No norte, o lugar mais atingido é a cidade de Gonaives, que está sem energia elétrica, com pouca comida e água potável, e isolada do resto do país por estrada, por causa das inundações.

O diretor do Centro Nacional de Meteorologia local, Ronald Semelfort, disse que a tempestade "Hanna" continua sendo perigosa para o Haiti "e pode produzir novas inundações severas".

As autoridades mantêm em toda a parte norte do país o nível de alerta vermelho, o máximo, diante de fortes chuvas, ventos e inundações, enquanto no resto do território o grau de vigilância é amarelo.

A tempestade "Hanna" se movimenta hoje em direção ao leste a cerca de 8 km/h e se espera que gire de forma gradual rumo ao noroeste ainda hoje.

Isso a situaria sobre o sudeste das Bahamas e amanhã sobre a zona central desse arquipélago, conforme afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, com sede em Miami.

Durante as últimas horas, continuaram as intensas chuvas em diferentes pontos do território do Haiti, como a capital, Porto Príncipe, onde vários bairros foram castigados por fortes ventos, que arrancaram árvores.

Perante a gravidade da situação, o presidente do Haiti, René Préval, pediu mobilização nacional e solidariedade internacional para que se possa ajudar os que sofrem com as conseqüências da tempestade.

"Expressemos ao povo a nossa dor", declarou o presidente, que ressaltou também a "vontade de mobilização" do Governo durante um encontro com a imprensa, ontem, no Ministério do Interior.

Préval, que qualificou o ocorrido de catástrofe, pediu aos membros do gabinete da nova primeira-ministra, Michele Pierre-Louis, que "ocupem seus postos imediatamente, diante de uma situação em que o povo está em perigo".

A primeira-ministra, acompanhada de seu antecessor, Jacques Edouard Alexis, tentou chegar a Gonaives, a zona mais afetada pela tempestade, informou Préval.

A delegação não conseguiu chegar à cidade devido a um acidente envolvendo dois veículos da comitiva, em que um policial ficou ferido e precisou ser hospitalizado. EFE gp/rr

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