Corpos estão sendo sepultados em valas comuns por conta das dificuldades de identificação

Os mortos na explosão de sexta-feira de um caminhão carregado de gasolina no leste da República Democrática do Congo (RDC) chegam a 232 e os feridos graves a 107, segundo números oficiais divulgados hoje pelas autoridades regionais.

O acidente aconteceu em Sange, região de Uvira, província de Kivu Sul, cujo governador, Marcellin Cisambo, confirmou os números aos jornalistas locais e constatou no lugar a destruição causada pelo incêndio que se suscitado após a explosão.

O porta-voz da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Congo (Monusco) Madnodje Mounoubai desmentiu que entre os mortos houvesse "capacetes azuis", como foi informado a princípio. A Monusco destacou uma equipe de oito pessoas especializadas no tratamento de queimados.

Voluntários carregam corpo de vítima de explosão para ser enterrado em vala comum
© AP
Voluntários carregam corpo de vítima de explosão para ser enterrado em vala comum
As autoridades congolesas começaram o sepultamento dos mortos em valas comuns, devido à dificuldade de identificação, já que os corpos estão totalmente carbonizados, segundo explicou ontem aos jornalistas locais o vice-governador de Kivu Sul, Jean-Claude Kibala Nkolde.

Muitos familiares assistiram ao enterro simbólico de cinco corpos em um terreno cedido pela Monusco, enquanto em Sange foi declarada uma semana de luto.

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