Sobe para 19 número de brasileiros mortos no Haiti

O Comando do Exército confirmou, nesta segunda-feira, a morte de mais um militar brasileiro vítima do terremoto que devastou a capital do Haiti, Porto Príncipe, na última terça-feira. De acordo com uma nota divulgada pelo Exército, foi identificado o corpo do coronel João Eliseu Souza Zanin, que estava no país participando de reuniões de coordenação de pessoal.

BBC Brasil |

Com a confirmação da morte de Zanin, sobe para 17 o número de militares brasileiros mortos no forte tremor de terra que atingiu o país.

Na manhã desta segunda-feira, o Exército já havia anunciado a morte do do tenente-coronel Marcus Vinicius Macêdo Cysneiros,que atuava como observador militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah, na sigla em francês) e estava desaparecido desde o dia do tremor.

Dois civis também morreram no tremor - a médica sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e o diplomata Luiz Carlos da Costa, o número dois da ONU no Haiti.

A Minustah atua no Haiti desde 2004, e conta com 6,7 mil militares, 1,6 mil policiais, 548 civis estrangeiros, além de 154 voluntários.

Dentre os militares da missão das Nações Unidas, 1.266 são brasileiros.

Efetivo
Ainda nesta segunda-feira, o comandante do Exército, Enzo Martins Peri, anunciou, em uma entrevista coletiva que os corpos dos militares mortos no Haiti devem chegar ao Brasil nesta quarta-feira.

Segundo ele, após a fase de resgate das vítimas e dos corpos, o Exército deve auxiliar na reconstrução do Haiti.

Ainda de acordo com o comandante, o Exército tem condições de dobrar o efetivo no país.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou, nesta segunda-feira, que o Brasil "não exclui" a possibilidade de enviar mais tropas ao Haiti, caso isso "seja necessário".

Durante conversa com jornalistas, Amorim afirmou que "o maior contingente" de homens nas forças da missão da ONU no Haiti já é brasileiro, mas que "à medida que as coisas evoluam", o governo não descarta a possibilidade de enviar mais homens.

"Isto é uma outra decisão que podemos tomar. De imediato o Brasil já tem 1,3 mil homens das forças militares, mais que um batalhão. (...) Não excluo, à medida que as coisas evoluam, que nós consideremos mais", disse o chanceler.

As declarações do ministro foram feitas no mesmo dia em que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que o Conselho de Segurança autorize o envio de mais 3,5 mil homens, entre policiais e soldados, para o Haiti.

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