Subiu para 17 o número de mortos em um atentado suicida lançado no centro de Cabul nesta sexta-feira e reivindicado pelos talebans.

Entre os mortos há pelo menos um italiano e três soldados afegãos. Um cidadão indiano também está entre os mortos, indicou o coronel Mohammad Yaqud Noorzai, médico do hospital militar da cidade.

Em Paris, um comunicado do Ministério das Relações Exteriores indicou que um dos mortos é um francês que estava de passagem em Cabul.


Soldados patrulham área do ataque em Cabul, capital do país / AFP

Dois terroristas suicidas foram mortos pela polícia na mesma área da capital afegã, declarou o porta-voz do Ministério do Interior, Zemarai Bashary.

"Um homem acionou sua bomba diante de um café próximo ao Complexo Safi", declarou o porta-voz do Interior, referindo-se a um elegante complexo do centro da cidade, que reúne um hotel e lojas.

Testemunhas asseguraram que haviam ouvido pelo menos outras duas explosões menores e disparos esporádicos. Até agora não está claro se o atentado principal foi cometido por um suicida a pé ou com um carro-bomba, como assegurou um oficial da polícia.

Área nobre de Cabul

O atentado ocorreu próximo ao hotel Park Residence, no qual vários indianos trabalhavam. Um fotógrafo da AFP viu pessoas saindo do hotel pelas janelas.

O centro da cidade estava pouco movimentado na hora em que ocorreu a explosão, pouco depois do amanhecer.

A "Zona Verde", bairro diplomático onde também moram personalidades políticas e estrangeiros em pleno centro de Cabul, foi cercada imediatamente depois do atentado e a polícia pedia que os moradores não saíssem de suas casas.


Centro comercial ficou destruído após explosão / Reuters

Taleban assume ataque

"Reivindicamos" o ataque, declarou por telefone Zabihullah Mujahed, porta-voz dos insurgentes islamitas. "Oito combatentes nossos realizaram o ataque, um detonou seu carro-bomba diante de um hotel, outros dois também ativaram suas bombas. Os outros permanecem presentes no local", assegurou.

A insurreição dos militantes se intensificou consideravelmente e se estendeu por quase todo o país nos últimos anos. Seus membros agem com cada vez mais frequência em Cabul, com ataques de comandos ou atentados suicidas.

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