O número de mortos no duplo atentado realizado na noite de domingo em Istambul subiu para 17 mortos depois que uma pessoa não resistiu aos ferimentos, indicaram nesta segunda-feira fontes oficiais.

Um dos 154 feridos registrados no duplo atentado não resistiu aos ferimentos sofridos no hospital fazendo com que o registro de mortos passe de 15 para 16, informou o ministro turco da Saúde, Recep Akdag, citado pela agência de notícias Anatólia.

O registro poderá continuar aumentando, já que sete pessoas ainda estão gravemente feridas, afirmou o ministro, indicando que entre os mortos havia crianças.

Em vários hospitais da maior cidade do país 154 feridos haviam sido confirmados.

O duplo atentado foi registrado na noite de domingo em uma avenida comercial do bairro de Gungoren, no lado europeu de Istambul.

"Não há dúvida alguma de que se trata de um ataque terrorista", declarou aos jornalistas o governador de Istambul, Muammer Guler, citado pela Anatólia.

Nesta segunda, o governo turco privilegiava a pista dos rebeldes curdos como autores do duplo atentado de Istambul.

Uma primeira bomba de pouca potência explodiu numa cabine telefônica numa avenida do bairro periférico de Gungoren, na margem européia da metrópole turca.

A segunda, de grande potência e escondida numa lata de lixo, aconteceu minutos depois, quando as pessoas começavam a se aproximar do lugar da primeira explosão.

As imagens da NTV mostraram cenas de pânico entre os habitantes, muitos feridos e desorientados andando pela rua.

Vários atentados cometidos em Istambul foram atribuidos no passado ao PKK, que luta desde 1984 pela independência do sudeste da Turquia, habitado em sua maioria por curdos.

O governador indicou que a polícia vai examinar as imagens gravadas pelas câmeras de vigilância das imediações no ugar dos atentados.

A Casa Branca assegurou nesta segunda a seu aliado turco todo o apoio dos Estados Unidos no combate contra o terrorismo.

"Expressamos nossas sinceras condolências às pessoas que perderam seus entes queridos nesses trágicos ataques. Apoiamos a Turquia frente ao terrorismo. Somos seu aliado para solucionar este problema", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe.

Grupos armados islamitas e de extrema-esquerda também estão ativos em Istambul.

O duplo atentado de Güngören acontece quando a Turquia vive um período de ata tensão.

Na sexta-feira passada, um tribunal de Istambul decidiu julgar a rede nacionalista Ergenekon, acusada de ter semeado o caos e a violência no país para preparar o terreno para um golpe de Estado militar contra o governo surgido do movimento islamita.

O caso também apaixona a Turquia porque, entre os 86 acusados, figuram, ao lado de mafiosos notórios personalidade de primeiro plano no campo laico - generais, jornalistas -, adversário radical do atual governo, ao qual acusam de pretender islamizar a Turquia.

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