Sobe para 15 número de militares brasileiros mortos no Haiti

O Comando do Exército brasileiro confirmou, neste domingo, a morte do major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho, que se encontrava desaparecido após o terremoto que devastou a capital haitiana, Porto Príncipe, na última terça-feira. Segundo o Exército, Martins Filho desempenhava a função de Observador Militar da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah).

BBC Brasil |

Com a identificação do corpo do major, sobe para 17 o número de militares brasileiros mortos no terremoto. Dois civis também morreram no tremor - a médica sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e o diplomata Luiz Carlos da Costa, o número dois da ONU no Haiti.

Neste domingo, o comandante do Exército brasileiro, general Enzo Martins Peri, divulgou uma nota de pesar, em nome da instituição, aos familiares pela "perda prematura dos capacetes azuis - soldados da paz".

"Todos 'combateram o bom combate', levando àquela nação amiga, castigada por violências de diferentes naturezas, o que a gente brasileiras mais possui: solidariedade, alegria e esperança", diz a nota.

O Exército afirmou ainda que os 16 militares brasileiros que vieram do Haiti permanecem internados no Hospital Geral de São Paulo com quadro clínico "bom e estável, alguns inclusive com condições de alta hospitalar".

Os militares devem permanecer internados até o término do período de quarentena, para a realização dos exames complementares previstos para os militares que participam da Minustah.

Sobreviventes
Cinco dias após o terremoto que devastou a capital haitiana, ainda não há uma contagem oficial de mortos. No sábado, o ministério do Interior afirmou que o governo já havia coletado 50 mil corpos e antecipou que o total pode chegar a 200 mil.

"Nós já recolhemos cerca de 50 mil corpos. Nós antecipamos que teremos entre 100 mil e 200 mil mortos no total, mas nunca saberemos o número exato", disse o ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aime, à agência Reuters.

Já o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, afirmou à agência de notícias Associated Press que "um total final de mortos de 100 mil parece ser o mínimo".

As equipes de resgate, no entanto, continuam trabalhando para tentar encontrar sobreviventes do desastre em meio aos escombros.

Neste domingo, a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização, Elisabeth Byrs, afirmou que as equipes de resgate já tiraram 70 sobreviventes e disse acreditar que mais pessoas ainda possam ser encontradas vivas.

Somente neste domingo, cinco pessoas foram resgatadas dos escombros com vida, alimentando as esperanças das equipes de resgate que trabalham dia e noite. Um dos sobreviventes, o dinamarquês Jen Christansen, era funcionário do Departamento de Assuntos Civis da ONU, e foi retirado dos destroços do prédio da Minustah.

Depois de dias resistindo sem provisões básicas, a população começa a receber a ajuda humanitária, embora muitos haitianos não tenham sido contemplados.

Helicópteros dos Estados Unidos começaram a lançar garrafas d'água para os sobreviventes, enquanto em terra soldados evitam que a distribuição desencadeie violência. Os agentes americanos também firmaram a sua primeira base fora do aeroporto da capital, e estão distribuindo víveres de um morro dentro de um campo de golfe.

Já o programa de Alimentação das Nações Unidas distribuiu comida em uma das favelas da cidade, enquanto a organização não-governamental Oxfam também entregou água aos flagelados haitianos.

Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lançou um apelo à comunidade internacional para arrecadar US$ 550 milhões para ajudar ao Haiti.

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