Sobe para 15 mil número de mortos em terremoto na China

O número de mortos no terremoto que devastou a província de Sichuan, no sudoeste da China subiu para cerca de 15 mil pessoas, segundo informações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua. O novos números emergem um dia depois que as equipes de resgate conseguiram chegar ao condado de Wenchuan, epicentro do tremor de 7,9 graus na escala Richter.

BBC Brasil |

Outras milhares ainda estariam soterradas embaixo de casas, prédios e escolas.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, conseguiu chegar ao epicentro do terremoto nesta quarta-feira.

O helicóptero que transportou o premiê aterrissou em Wenchuan por volta das 15h30 no horário local (4h30 em Brasília).

A visita só foi possível graças a uma trégua no mau tempo que vinha assolando a região.

No final da manhã desta quarta, cinco helicópteros chegaram a Wenchuan carregados com alimentos, roupas, tendas, cobertores e kits de primeiros-socorros.

As equipes de resgate também levaram 50 telefones via-satélite para ajudar na normalização das comunicações com a região.

Mais de 800 policiais armados conseguiram acesso à área após atravessar a pé os caminhos destruídos. Uma equipe de 70 médicos e enfermeiros também já está no local.

As autoridades chinesas estimam que a situação no epicentro do terremoto seja "pior do que o esperado".

Dos 12 mil habitantes de Yingxiu, uma das cidades mais atingidas pelo abalo, apenas 3 mil teriam sobrevivido.

Todos os trens de passageiros foram recolhidos e as viagens suspensas para que se possa transportar pessoal e materiais para o esforço de resgate.

Cerca de 25 trens militares estão sendo enviados para as zonas mais afetadas, carregando 14 mil soldados e materiais médicos que incluem 55.935 tendas e 284 vagões carregados com combustível.

Estradas obstruídas
Equipes especializadas continuam com os trabalhos de desobstrução e reparo das estradas bloqueadas por deslizamentos de terra.

As principais auto-estradas foram reabertas e nas últimas 60 horas cerca de 50 a 70 quilômetros foram desobstruídos, entretanto trechos menores nas áreas rurais seguem bloqueados.

Cerca de 40 quilômetros da estrada que leva a Wenchuan ainda estão intransponíveis e quatro vilarejos das cercanias ainda não foram alcançados.

Os arredores de Wenchuan são montanhosos, sendo difícil acessar os locais mais remotos.

Apesar de o Exército possuir homens e máquinas suficientes, o trabalho progride lentamente.

"Só é possível que uma máquina escavadeira trabalhe a cada vez", explicou Feng Zhenglin, oficial do ministério de Transportes.

A prioridade das equipes está concentrada em um raio de 50 quilômetros ao redor de Wenchuang.

Trens
Segundo informações oficiais, 31 trens estavam operando em Sichuan durante o terremoto, mas não houve acidentes com vítimas fatais.

Um trem carregando tanques de petróleo ficou soterrado em um túnel e explodiu. O fogo já foi controlado. O maquinista escapou com vida, mas o assistente foi ferido
As autoridades bloquearam o acesso ao túnel e planejam inundá-lo com água para evitar novas explosões.

Segundo Wang Yongping, porta-voz do Ministério das Ferrovias, os trilhos das linhas de Sichuan estão desobstruídos e apenas a linha Baoching ainda não está pronta para voltar a operar.

Outros 409 vagões de passageiros, 800 de carga e 1609 porta-contâiners estão à disposição para uso.

Ajuda
O terremoto de segunda-feira foi o pior a atingir a China nos últimos 30 anos. O tremor foi sentido até na capital, Pequim, e em países próximos, como a Tailândia.

O governo chinês disse que vai aceitar ajuda estrangeira. União Européia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, Japão, Coréia do Sul e Taiwan já ofereceram ajuda.

O terremoto afetou também o revezamento da tocha olímpica, que está percorrendo todas as províncias chinesas até chegar a Pequim para a abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 8 de agosto.

Os organizadores dos Jogos de Pequim informaram que o trajeto da tocha será encurtado e que, no início da próxima etapa, previsto para quarta-feira, na cidade de Ruijin, haverá um minuto de silêncio em memória às vítimas do terremoto.

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