Sobe para 12 número de mortos em novos atentados na Rússia

MOSCOU - Dois atentados suicidas deixaram pelo menos nove policiais e três civis mortos e 27 pessoas feridas nesta quarta-feira na República Autônoma do Daguestão, no norte do Cáucaso, informou a promotoria russa.

iG São Paulo |

"Doze pessoas morreram em consequência das explosões, sendo nove delas policiais", declarou Vladimir Markin, porta-voz do comitê de Investigação da Promotoria, à agência "Interfax".

Dos 27 hospitalizados, 8 estão em estado grave, segundo fontes da Administração de Kizlyar, que fica próxima da fronteira com a Chechênia e foi o palco dos atentados.

 REUTERS/Zaur Halikov

Local da explosão no Daguestão/ REUTERS

A Rússia está em alerta desde segunda-feira, quando duas mulheres suicidas explodiram  duas bombas no metrô de Moscou e mataram 39 pessoas .

Segundo informações, a primeira explosão aconteceu às 8h42 locais (1h42 de Brasília), quando agentes da polícia pararam um carro para revistá-lo. Quando os policias se aproximaram, o motorista do veículo acionou uma bomba, que matou dois agentes e uma mulher que passava perto.

Passados 15 minutos, quando bombeiros, uma brigada operacional e soldados do Ministério de Situações de Emergência já tinham chegado ao local da explosão, outro terrorista suicida, disfarçado de policial, detonou um segundo explosivo, matando sete agentes.

As explosões aconteceram a cerca de 300 metros de uma escola e dos escritórios do Ministério do Interior e do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

No ataque de segunda-feira, uma das bombas também explodiu perto de um prédio da FSB, na estação de Lubyanka. A Rússia suspeita que separatistas chechenos estão por trás do ataque em Moscou.

O ministro de Interior, Rashid Nurgaliev, ordenou o reforço das medidas de segurança nas principais infraestruturas e nos lugares mais movimentados do Daguestão.

Após ser informado pelo presidente do Daguestão, Magomedsalam Magomedov, o presidente russo, Dmitri Medvedev, ordenou que se dê assistência médica e material aos feridos e toda ajuda necessária aos parentes dos mortos.

Em janeiro, outros seis policiais morreram e 14 ficaram feridos em um atentado suicida em Mahatchkala, capital do Daguestão, um dos principais alvos da guerrilha islâmica no norte do Cáucaso.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu que o mesmo grupo pode ser autor dos dois ataques separados desta semana em Moscou e no Daguestão. Na terça-feira, ele afirmou que capturar os responsáveis pelos atentados no metrô da capital russa é uma "questão de honra para as agências de segurança" .

*Com informações da EFE e BBC

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