Sobe para 12 número de mortos em explosão no metrô de Minsk

Polícia da Bielo-Rússia encara incidente como ataque terrorista e diz ter prendido "várias" pessoas e identificado suspeitos

iG São Paulo |

AFP
Mulher coloca flores em frente à estação atingida por explosão em Minsk

Subiu para 12 o número de mortos em uma explosão no metrô de Minsk, capital da Bielo-Rússia, que aconteceu na segunda-feira. Autoridades do país disseram que "várias" pessoas foram detidas por causa do que consideram ter sido um ataque terrorista.

A agência de segurança da Bielo-Rússia disse ter identificado dois suspeitos, mas não deu detalhes sobre eles. A agência, que ainda usa o nome KGB, disse que eles ainda estão sendo procurados.

O vice-procurador geral do país, Andrei Shved, não especificou quantas pessoas foram detidas na investigação e não informou se elas são consideradas suspeitas. Até agora, nenhum grupo assumiu responsabilidade pela explosão, que também deixou 200 feridos.

O ministro do Interior, Anatoly Kuleshov, disse que a bomba era controlada por rádio e foi escondida embaixo de um banco da estação de Oktyabrskaya. O explosivo foi detonado quando passageiros desciam do trem, durante o horário do rush, quando as pessoas voltavam para casa após o trabalho.

Oktyabrskaya é uma das estações mais movimentadas da capital bielorrussa, pois fica perto dos prédios do governo, das sedes das principais empresas industriais da cidade e até da residência presidencial.

O líder do país, Aleksandr Lukashenko, disse não descartar que o atentado tenha sido um 'presente do exterior', mas reforçou que as investigações ainda estão em andamento.

Tensão

A explosão acontece em meio a um ambiente de tensão política no país, onde muitos opositores foram detidos no fim de dezembro, depois da questionada reeleição do presidente Alexandre Lukashenko, que há 16 anos dirige com mãos de ferro a ex-república soviética.

A reeleição de Lukachenko com mais de 80% dos votos, no dia 19 de dezembro, provocou um grande protesto da oposição em Minsk, que alegou fraudes. A manifestação foi dispersada pela polícia e mais de 600 pessoas foram detidas. Vinte e dois opositores ainda estão em detenção provisória e cinco fugiram para o exterior, principalmente um dos candidatos às eleições presidenciais, Ales Mikhalevitch, que obteve asilo político na República Tcheca.

Dezenas de opositores, entre os quais candidatos às eleições presidenciais, foram acusados de "organização de protestos massivos" e acabaram condenados a até 15 anos de prisão.

Com AP e AFP

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