Sobe para 113 o número de civis mortos em conflito na Somália

MOGADÍSCIO (Reuters) - Milhares de moradores fugiram das explosões de bombas na região norte de Mogadíscio nesta terça-feira, e um grupo de direitos civis informou que os recentes conflitos na capital da Somália já mataram 113 civis. O combate entre rebeldes extremistas islâmicos do grupo Al Shabaab e forças pró-governo pelo controle da capital e do sul do país também feriram 330 pessoas desde o fim da semana passada, segundo a organização de direitos humanos Elman Peace. Ao menos 27 mil civis fugiram da cidade, de acordo com o grupo.

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O derramamento de sangue causou divisões nos dois lados pesadamente armados: houve uma briga com vítimas na segunda-feira entre a polícia e os soldados, e também aconteceu um racha na oposição após um veterano líder militar incitar rivalidades entre as duas facções insurgentes.

O xeque Yusuf Mohamed Siad, também conhecido como "Inda'ade" ou "olhos brancos", tomou o controle de suas centenas de combatentes e 19 veículos de batalha -- caminhões montados com armas pesadas -- do xeque Hassan Dahir Aweys, outro antigo líder de oposição.

Os raivosos líderes do Shabaab também lutam contra o novo governo frágil do país. Washington acusa os dois grupos Aweys e Shabaab de terem relações com a Al Qaeda.

"O Shabaab quer decapitar o xeque Yusuf", disse um parente de Inda'ade, Aden Hussein. "Eles ordenaram que o xeque Hassan desistisse e entregasse as armas, mas o Aweys disse que prefere lutar com o Shabaab".

Um dos guarda-costas de Aweys disse à Reuters que as tensões estão elevadas.

"O Shabaab e o xeque Hassan estão paralisados. Eu não posso falar muito... a situação é séria", disse ele, sem identificar-se.

O influente Aweys é um membro do Hizbul islâmico, um grupo de organizações opositoras que inclui sua Aliança para a Re-Libertação da Somália.

A Somália vive no caos desde 1991, quando líderes militares derrubaram Mohamed Siad Barre.

Mais de 16 mil civis foram mortos em batalhas desde o início de 2007, mais de 1 milhão foram expulsos de suas casas e cerca de 3 milhões sobrevivem graças a doações de alimentos.

(Reportagem de Abdi Sheikh e Abdi Guled)

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