Sobe para 113 número de mortos por terremoto na Nova Zelândia

Segundo ministro da Defesa Civil, há 228 desaparecidos pelo tremor de 6,3 graus que atingiu o país na segunda-feira

iG São Paulo |

A polícia da Nova Zelândia informou nesta sexta-feira que foram encontrados 113 corpos de vítimas do terremoto de 6,3 graus de magnitude que devastou a cidade de Christchurch na segunda-feira. "Temos 113 corpos no necrotério provisório", informou o comandante distrital Dave Cliff.

Previamente, o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, havia confirmado 98 mortes  sob os escombros de dezenas de edifícios que desmoronaram após o tremor. Segundo o ministro da Defesa Civil John Carter, o número de desaparecidos no desastre é de 228.

A identificação dos corpos está se estendendo porque há muitos queimados e sem impressões digitais. Para a identificação, os familiares das vítimas terão de fornecer mostras de DNA para comparação.

Enquanto se espera que o número de mortos aumente nas próximas horas, as equipes de resgate têm cada vez menos esperança de encontrar sobreviventes, pois não foi possível manter contato com nenhum desde quarta-feira. As autoridades reconheceram que seria um "milagre" encontrar pessoas com vida 48 horas depois da tragédia, que levou o governo a declarar estado de emergência nacional.

Acredita-se que entre 60 e 120 vítimas estejam sob os escombros da sede da emissora local "CTV", incluindo cerca de 20 estudantes de intercâmbio japoneses, além de jornalistas e policiais que tentaram esvaziar o edifício. No prédio funcionava um canal de TV local, uma creche e uma escola de línguas. A polícia os considera mortos, já que é muito perigoso seguir adiante com a operação de resgate.

Vários corpos foram resgatados nas últimas horas, e as equipes de salvamento pensam mais em retirar os corpos dos escombros do que em encontrar sobreviventes. No momento, 80% dos distritos da cidade carecem de energia elétrica e água potável.

O prefeito de Christchurch, Bob Parker, indicou que o terremoto provocou uma destruição irreparável no centro histórico da cidade, repleto de antigos edifícios coloniais e onde desmoronou a torre da catedral do século 19. 

Ajuda internacional

Centenas de especialistas em resgate chegaram à cidade nesta quinta-feira vindos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Japão, Cingapura e Taiwan para ajudar a polícia e os soldados a vasculhar os escombros.

Eles usaram cães farejadores, câmeras e detectores de som e calor para procurar qualquer sinal de vida, mas nenhum sobrevivente foi encontrado nesta quinta-feira. A última pessoa resgatada com vida foi retirada dos escombros na tarde de quarta.

Além de lidar com a instabilidade das ruínas, as equipes ainda tiveram de enfrentar o risco de desabamento de prédios altos, próximos aos locais das operações de resgate, e tremores secundários.
Médicos dizem que 164 pessoas foram internadas após ficarem gravemente feridas por causa do terremoto, muitas com lesões na coluna e fraturas sérias. O número total de feridos chegou a 2,5 mil.

Prejuízos

O primeiro-ministro disse que o impacto do desastre na economia local será grande. Depois da reabertura do aeroporto de Christchurch na quarta-feira, vários aviões militares foram enviados para retirar turistas da cidade.

Muitos residentes tiveram de passar mais uma noite em centros comunitários. Aqueles cujas casas não foram danificadas foram orientados a não usar chuveiros e descargas, porque o sistema de esgoto foi danificado pelo terremoto.

Caminhões-pipa foram enviados a 14 localidades para que os moradores pudessem encher baldes e garrafas. Banheiros químicos também foram instalados e a eletricidade foi restaurada em 60% da cidade.
A Nova Zelândia enfrenta mais de 14 mil terremotos por ano, dos quais apenas 20 tem magnitude acima de 5.

*Com EFE, BBC e Reuters

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