Sobe para 111 mil os corpos retirados dos escombros no Haiti

Porto Príncipe, 23 jan (EFE) .- Nas últimas horas, o número de mortos pelo terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro superou os 111 mil, enquanto a anunciada retirada dos desabrigados de Porto Príncipe é atrasada pelas divergências entre o Governo haitiano e a ONU sobre o assunto.

EFE |

O balanço oficial de corpos retirados dos escombros subiu para 111.499, acima dos 80 mil de ontem pelas autoridades haitianas, apesar da ministra de Comunicação, Marie Laurence Lassec, ter afirmado que o número poderia chegar a 150 mil até segunda-feira.

"Infelizmente pensamos que até o domingo podemos chegar a 150 mil corpos", afirmou Lassec.

Além disso, o número de feridos é de 193.891 e nos cerca de 500 acampamentos improvisados no país, principalmente em Porto Príncipe, se amontoam em condições insalubres 610 mil pessoas que o terremoto de 7 graus na escala Richter deixou sem casa e que esperam por alojamento em acampamentos fora da capital.

Os desabrigados ocupam praticamente todos os espaços abertos das cidades afetadas (praças, pátios, jardins e às vezes até avenidas) em concentrações que vão de dezenas a milhares, o que dificulta os trabalhos de distribuição.

Nesta semana, o Governo anunciou que a intenção é transferir os atingidos em Porto Príncipe para os arredores da capital, mas sobre esses planos Lassec se limitou a dizer hoje que serão construídos dois grandes acampamentos.

"Fazem falta barracas de acampamento para alojar toda essa gente", afirmou a ministra para explicar a tardança.

Uma reunião está prevista para hoje entre o Governo e as agências da ONU para resolver as divergências com relação ao deslocamento, embora a ministra não tenha dado detalhes sobre o motivo destas diferenças.

O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) informou a partir de Genebra que mais de 130 mil pessoas utilizaram até o momento os ônibus fretados pelo Governo para sair da capital em direção às áreas menos afetadas pelo sismo.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE fjo-jsm/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG