(Aumenta número de mortos e feridos, além de outros detalhes) Gaza, 12 jun (EFE).- Onze palestinos morreram e outros 45 ficaram feridos em diferentes incidentes registrados hoje no norte e no sul da Faixa de Gaza, informou à Agência Efe Moaweya Hasanein, chefe dos serviços de emergência no Ministério da Saúde de Gaza.

As últimas vítimas identificadas foram três milicianos do movimento islâmico do Hamas, dos quais um morreu e dois ficaram feridos em um ataque aéreo do Exército israelense próximo a aldeia de Joza, situada ao leste de Khan Yunes, no sul da Faixa, informou o grupo em comunicado.

Quatro palestinos morreram e cerca de 40 ficaram feridos hoje em uma explosão, de causas desconhecidas, na casa de Ibrahim Hamuda, dirigente da ramificação armada do Hamas, em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, informaram fontes médicas.

O movimento islâmico e as testemunhas sustentam versões diferentes sobre a causa da explosão.

Enquanto o Hamas afirma que a explosão foi causada por uma bomba lançada a partir de um avião F-16 israelense, as testemunhas negam que isso tenha acontecido. Existe a possibilidade de que a causa tenha sido uma manipulação inadequada de explosivos ou um acidente doméstico.

Segundo os islamitas, cinco de seus milicianos e dois civis morreram na explosão.

Após o incidente, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, braço armado do Hamas, lançaram 50 bombas e foguetes de fabricação caseira contra as comunidades israelenses vizinhas a Gaza, ferindo duas pessoas.

Esta manhã, outros dois milicianos palestinos ligados aos braços armados do Fatah e da Frente Democrática para Libertação da Palestina (FDLP), morreram em um ataque a uma posição militar israelense no norte da fronteira com Gaza que durou cerca de uma hora.

Em outro incidente registrado na zona fronteiriça, o Exército israelense matou um miliciano palestino que se aproximou da cerca de separação.

O ataque ocorreu um dia depois do Governo do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, decidir dar uma oportunidade à trégua oferecida pelas milícias palestinas e adiar uma operação militar na Faixa de Gaza para tentar conter os ataques com foguetes a partir do território palestino.

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse ontem que durante 14 dias tentará chegar a um cessar-fogo com a mediação do Egito, e que só depois disso seu país decidirá se destacará ou não uma operação militar.

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, acusou hoje Israel de obstruir os esforços para conseguir uma trégua e advertiu que a paciência do movimento islâmico "terminará em breve caso Israel continue sua ofensiva contra Gaza".

"Israel faz um duplo jogo com os esforços de trégua para ganhar tempo para se preparar para uma agressão em grande escala contra Gaza", disse Barhoum. EFE Sar/rb/rr

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