Sobe o número de civis mortos no sétimo dia de conflito em Gaza

GAZA - O número de civis mortos na Faixa de Gaza, vítimas dos ataques aéreos israelenses, continua a aumentar, enquanto palestinos prometem vingança pela morte de um líder do Hamas e da sua família.

Reuters |

Em sete dias de conflito, até esta sexta-feira, 425 palestinos morreram e 2.000 ficaram feridos. Para interromper a violência, o Egito iniciou conversas com o Hamas sobre uma trégua, segundo disse uma autoridade palestina à Reuters.

Essa autoridade palestina, que pediu o anonimato, acompanhou negociações anteriores entre o Egito e o Hamas. Ela disse que o objetivo da conversa atual inclui discutir idéias que poderiam culminar num novo cessar-fogo.

Quatro civis israelenses foram mortos por foguetes disparados de Gaza. Do lado palestino, as Nações Unidas calculam que os civis mortos somam mais de 25 por cento do total de vítimas. Um grupo pró-direitos humanos palestino diz que esse percentual é de 40 por cento.

Segundo médicos locais, das seis mortes palestinas registradas nesta sexta-feira, em mais de 30 ataques aéreos israelenses, cinco eram de civis.

Um míssil matou três crianças palestinas, que tinham de 8 a 12 anos. Eles brincavam na rua, no sul da Faixa de Gaza. Uma foi degolada.

"Esses são ferimentos que não permitem a sobrevivência", afirmou o médico norueguês Madth Gilbert, que trabalha num hospital em Gaza e não conseguiu salvar um menino que perdera os dois pés. "Isso é um assassinato. Isso é uma criança", afirmou ele.

Militantes que velavam em Gaza o clérigo do Hamas morto nesta quinta-feira, junto com quatro esposas e 11 crianças, afirmavam que todas as opções de retaliação, inclusive atentados suicidas, são agora possíveis.

Tropas israelenses continuam concentradas nos limites da Faixa de Gaza para uma possível invasão.

Líderes israelenses estavam reunidos nesta sexta-feira. Segundo a imprensa, eles discutiam uma incursão "iminente".

(Por Nidal al-Mughrabi. Reportagem adicional de Adam Entous, Allyn Fisher-Ilan e Ori Lewis em Jerusalém)

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