Sob pressão, Brown recebe apoio de Partido Trabalhista

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, resistiu às últimas pressões para que renuncie ao cargo e obteve o apoio da maioria dos parlamentares de seu partido, o Trabalhista, em uma reunião nesta segunda-feira na Câmara dos Comuns. O premiê foi aplaudido durante a reunião, mas também enfrentou novos pedidos de diversos parlamentares para que renuncie.

BBC Brasil |

O encontro desta segunda-feira entre parlamentares trabalhistas vem sendo considerado crucial nos esforços de Brown para permanecer no poder.

O novo ministro da Defesa britânico, Bob Ainsworth, disse que os rebeldes que se pronunciaram durante a reunião não tiveram apoio. Segundo Ainsworth, o encontro foi de total apoio a Brown.

A pressão para que Brown deixe o cargo aumentou com as derrotas sofridas pelo Partido Trabalhista tanto nas eleições para o Parlamento Europeu quanto nos pleitos municipais, realizados na quinta-feira.

Na votação para o Parlamento Europeu, o Partido Trabalhista sofreusua maior derrota do período pós-guerra, ficando em terceiro lugar naGrã-Bretanha, atrás dos Conservadores e do UKIP - o PartidoIndependente, que defende a saída da Grã-Bretanha da União Europeia.

Nas eleições municipais britânicas o Partido Conservador venceu em diversas cidades, inclusive em locais liderados havia anos pelos trabalhistas.

Crise
Essas derrotas agravaram a crise provocada pelo escândalo do reembolso de gastos pessoais de parlamentares.

Nos últimos dias, seis ministros deixaram o governo e vários políticos, tanto da oposição quanto do próprio Partido Trabalhista, pediram que Brown renuncie.

Na sexta-feira, o premiê anunciou uma reforma ministerial noque, segundo analistas, é uma tentativa de recuperar sua autoridade esilenciar o movimento por sua renúncia.

Nesta segunda-feira, foi a vez da ministra de Meio Ambiente, Jane Kennedy, deixar o governo e afirmar que já não pode mais apoiar Brown como líder. Ela foi substituída por Jim Fitzpatrick.

O líder do Partido Conservador, David Cameron, disse que Brown e seus críticos estão presos em uma "lenta dança de morte política".

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