Sob pressão, Bachelet promete bolsas e aposentadorias melhores

Por Rodrigo Garrido VALPARAISO, Chile (Reuters) - A presidente chilena, Michelle Bachelet, prometeu na quarta-feira melhorar os serviços de saúde e educação e aumentar o valor das aposentadorias e pensões, o que talvez livre o seu impopular governo de uma derrota nas eleições locais do Chile neste ano.

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Bachelet anunciou também a criação de um fundo de 6 bilhões de dólares para custear milhares de bolsas de estudo no exterior.

'Estamos apostando no futuro', disse Bachelet em seu discurso anual ao Congresso, na cidade portuária de Valparaíso, a 100 quilômetros de Santiago.

Ela disse que a verba será investida no exterior e que os juros resultantes custearão as bolsas. Não disse se o montante original sairá dos lucros do cobre, dos impostos ou de alguma outra fonte.

A presidente também prometeu investimentos de 600 milhões de dólares nos próximos dois anos para a saúde, e redução dos impostos sobre a importação de maquinário industrial.

O governo dela, de centro-esquerda, é alvo de protestos às vezes violentos de estudantes contrários ao sistema educacional e ao modelo econômico que, na opinião deles, prejudica os mais pobres.

Enquanto Bachelet falava, uma tropa de choque diante do Congresso usava jatos d'água e gás lacrimogêneo contra uma manifestação de estudantes e trabalhadores.

Em seu discurso, a presidente mencionou as eleições municipais de outubro, consideradas um ensaio da sua coalizão para a eleição presidencial de 2010.

'O fato é que este é um ano eleitoral, e aos partidos e candidatos eu digo que devemos elevar o nível do debate e discutir nas eleições municipais como podemos melhorar a vida de cada cidadão', declarou.

As aposentadorias e pensões terão um forte aumento, e 1,5 milhão de pensionistas receberão um bônus de 20 mil pesos (42 dólares).

'Vamos dar uma ajuda adicional para o bolso de muitos lares chilenos', disse Bachelet, cujo governo já distribui bônus a famílias carentes para compensar o aumento internacional dos alimentos e combustíveis.

A inflação está em seu nível mais elevado em mais de uma década, e neste mês o Banco Central elevou a meta inflacionária para 4,7 por cento, além de reduzir a expectativa de crescimento do PIB para uma faixa de 4 a 5 por cento.

'O panorama internacional apresenta novos desafios. Então temos de agir com mais sabedoria do que nunca', afirmou Bachelet.

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