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Sob holofotes , handebol do Brasil se diz surpreso com doping

Quatro anos depois de ficar em 10º lugar na Olímpiada de Atenas, a seleção brasileira de handebol masculino foi surpreendida nesta terça-feira pelo assédio da imprensa durante o segundo treino da equipe em Pequim. A notícia que atraiu tamanha atenção para o esporte, no entanto, não foi das melhores: o corte por doping do armador esquerdo Jaqson Kojoroski.

BBC Brasil |

"Eu sei que a minha modalidade está no holofote hoje porque estão falando desse caso, e é uma pena", afirmou o auxiliar técnico Washington Nunes, que dirige a equipe até a chegada do treinador Jordi Ribera, que só desembarca na China na quarta-feira.

"Eu queria estar no holofote para falar bem da minha modalidade", acrescentou Nunes.

A saída de Jaqson foi cercada de mistério. O corte do jogador foi anunciado por meio de um curto comunicado da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que não revelou a substância proibida encontrada no exame realizado pelo atleta.

"Nós, da Confederação Brasileira, colocamos todos os atletas à disposição do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para a realização de exames antidoping, justamente para coibir esse tipo de atitude e infelizmente aconteceu esse caso", disse Manoel Luiz Oliveira, presidente da CBHb, na nota.

Mais tarde, em outro comunicado, o COB informou que o nome de Jaqson já não constava da lista final de atletas brasileiros inscritos nos Jogos Olímpicos de Pequim no último dia 27.

Problemas pessoais

Durante o treino desta terça-feira, no ginásio Guangcai, em Pequim, jogadores e a comissão técnica da seleção brasileira afirmaram que foi Jaqson quem pediu dispensa da equipe, alegando problemas pessoais.

"Ninguém manifestou nada, foi até uma surpresa para a gente. Fiquei sabendo hoje de manhã também", disse o pivô Jardel, companheiro de clube de Jaqson na equipe da Metodista, de São Bernardo do Campo.

"A gente ficou sabendo que ele tinha ido embora por problemas pessoais", acrescentou. "Ele se despediu da gente, falou que estava indo resolver uns problemas e foi viajar. Do Japão, ele voltou para o Brasil".

A seleção de handebol realizou a fase final de preparação no Japão, onde disputou uma série de amistosos até o último dia 27, quando Jaqson se desligou da equipe. A delegação chegou à China no domingo.

O Brasil estréia no torneio olímpico de handebol masculino no dia 10, contra a França. Além do primeiro adversário, a equipe jogará na primeira fase contra Croácia, Espanha, Polônia e China.

O objetivo da seleção brasileira é tentar superar o desempenho de Atenas e chegar às quartas-de-final. Para isso, a equipe terá de deixar a saída de Jaqson para trás.

"É lógico que seria melhor estar recebendo a presença de todos vocês aqui em situação melhor", afirmou Bruno Souza, principal estrela da equipe brasileira, diante dos jornalistas que acompanharam o treino desta terça-feira.

"É chato para o handebol do Brasil e para o grupo, mas a gente tem que pensar na Olimpíada e no sonho maior que cada um tem de estar aqui, não deixando as coisas externas nos abalar", acrescentou o jogador, eleito o terceiro melhor do mundo em 2003.

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