Os combates em Beirute começaram minutos depois de o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, aparecer na TV acusando o governo libanês de declarar guerra ao seu movimento - criado para resistir a Israel. Ele disse que enquanto o governo não revogar a decisão, tomada na segunda-feira, de fechar a rede de comunicação do Hezbollah, a crise vai continuar.

O governo até agora tem se recusado a voltar atrás, mas o líder sunita Saad Hariri disse que a reação do Hezbollah foi fruto de um "mal-entendido" e ofereceu a realização imediata de negociações para resolver a situação.

Ele fez um apelo a Nasrallah, pedindo que ele aceitasse a oferta para "salvar o Líbano do inferno".

Mas o canal de TV do Hezbollah disse que a oferta foi rejeitada e que a única solução aceitável seria o recuo do governo.

O fato é que, com os combates se espalhando pelas ruas da capital, muito temem estar presenciando o início de uma nova guerra civil no país.

O Exército libanês alertou que sua própria unidade poderia estar em risco, caso não haja um entendimento entre as partes envolvidas na crise.

AFP



Para muitos, a unidade do Exército é a única esperança de manter o país unido.

Durante os 15 anos da guerra civil que começou em 1975, o Exército se dividiu entre os lados envolvidos.

Essa nova crise culmina uma série de episódios tensos que vinham se escalando nos últimos 18 meses - e que foram contidos graças à cooperação entre a Arábia Saudita e o Irã.

Os sauditas são próximos aos sunitas e ao governo em Beirute, e o Irã aos xiitas e ao Hezbollah.

Mas as relações entre os dois países parecem estar passando por um momento delicado, e até agora não houve sinais de uma eventual intervenção deles para acalmar a situação no Líbano.

Saiba mais sobre: Líbano  - Hezbollah

Leia também:

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.