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Situação é catastrófica para civis no conflito do Sri Lanka

Genebra, 24 abr (EFE).- A ONU qualificou hoje de catastrófica a situação das vítimas do conflito no Sri Lanka, aguçado pela ofensiva das forças governamentais contra a guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

EFE |

Cerca de 95 mil pessoas chegaram aos campos de refugiados instalados fora da área do conflito, mas acredita-se que "50 mil permanecem bloqueadas" no meio dos combates, declarou a porta-voz do Escritório de Ajuda Humanitária das Nações Unidas, Elisabeth Byrs.

O número de deslocados internos poderia superar os 100 mil, segundo a fonte, o que está gerando uma situação de emergência nas regiões de Jaffna e, sobretudo, em Vavuniya, onde se concentra a maioria.

Byrs disse que esses números são aproximados, obtidos através de observações por satélite, já que os organismos de socorro não têm acesso à zona de conflito devido ao perigo da situação.

A porta-voz advertiu que inclusive os civis tâmeis que conseguiram fugir da área de hostilidades estão em uma situação dramática devido, entre outros fatores, a que "os acampamentos (criados para acolhê-los) estão superpovoados", "as reservas de alimentos estão em seu nível mais baixo" e à pouca capacidade de dar atendimento médico.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) acolheu com alívio a decisão do Governo do Sri Lanka de abrir novas áreas - as de Mannar e Trincomalee - para receber grupos de deslocados.

Um porta-voz do organismo acrescentou que se trabalha com as autoridades para acelerar a identificação de terrenos e prédios em Jaffna e Vavuniya para receber novos fluxos de deslocados.

No entanto, a Unicef denunciou o "risco cada vez mais alto e inaceitável de que crianças morram no conflito" e revelou que observou o aumento de crianças cingalesas sozinhas provenientes da zona de guerra.

O Sri Lanka acusou o LTTE de usar os civis como escudos humanos, enquanto a guerrilha assegura que o Exército usa sua artilharia contra os civis bloqueados na zona de conflito. EFE is/ma

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