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Situação de desemprego é crítica na China, diz governo

O número de desempregados na China chegou a 4% da população economicamente ativa nos dez primeiros meses deste ano, chegando a um nível considerado crítico pelo ministro de Recursos Humanos e Estabilidade Social, Yin Weimin. O número absoluto de desempregados é provavelmente maior, pois trabalhadores imigrantes não foram computados na estatística, embora representem mais de 200 milhões na força produtiva do país.

BBC Brasil |

"Atualmente, a situação é critica, e o impacto (da crise econômica) ainda está se desenvolvendo", disse Yin.

O governo estima que o índice de desemprego fechará o ano em 4,5%. Em 2007, o índice foi de 4%.

O ministro reforçou que a principal preocupação de Pequim é garantir que chineses não serão demitidos em massa, causando maior instabilidade social, uma vez que diversos protestos já eclodiram em cidades diferentes.

Na terça-feira, o governo anunciou uma proibição a demissões de mais de 40 empregados. Empresas nas províncias de Shandong e Hubei que quiserem mandar embora um grupo maior de funcionários terão de pedir autorização para o governo antes de tomar a medida.

Crise
Milhares de empresas de pequeno e médio porte e até mesmo algumas de grande porte, listadas na bolsa de valores de Hong Kong, fecharam as portas nos últimos meses por não conseguir suportar a queda nas exportações causada pela crise mundial.

Setores que demandam trabalho intensivo, como calçados, brinquedos e roupas, foram os mais atingidos até o momento.

O vice-ministro de Recursos Humanos e Estabilidade Social, Zhang Xiaojian, afirmou que o pior ainda está por vir e que o primeiro semestre de 2009 apresentará níveis de desemprego maiores ainda.

"No ano que vem, o número registrado de desempregados deverá certamente aumentar", afirmou.

O governo anunciou que vai tomar providências para tentar mitigar o aumento de desempregados, provendo treinamento para os trabalhadores e montando uma central de anúncios de emprego.

A intenção é garantir que o nível de criação de novos empregos possa abraçar os desempregados e novos trabalhadores que entram no mercado a cada ano, mas esta tarefa não é fácil dada a esperada desaceleração do crescimento da economia para 8% ao ano.

Os sinais até agora são positivos neste sentido. Nos dez primeiros meses de 2008, cerca de 10,2 milhões de novas vagas foram criadas nas cidades, 200 mil a mais do que as 10 milhões de vagas inicialmente projetadas.

O ministro Yin estima que a partir do segundo semestre de 2009 as medidas de incentivo mostrarão resultados e o nível de desemprego deixará de ser um problema à estabilidade do país.

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