Brasília, 19 mar (EFE).- A situação de Cuba será abordada na Cúpula das Américas, em meados de abril, mas não terá propósito de encurralar os Estados Unidos, segundo Patrick Manning, primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, país anfitrião do evento.

"Não se trata de criar disputas em Port of Spain, mas fazer com que as coisas se movimentem suavemente, sem encurralar ninguém", disse Manning, em Brasília, após se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o primeiro-ministro, a cúpula tentará "garantir o avanço da democracia e dos processos de integração" na América Latina.

O evento também marcará o primeiro encontro coletivo do novo presidente dos EUA, Barack Obama, com os líderes latino-americanos.

Cuba não estará presente na Cúpula das Américas, mas Manning garantiu que a sua situação de isolamento será discutida.

Para o primeiro-ministro, Cuba poderá participar de futuras edições da cúpula, mas descartou a possibilidade de fazer um convite especial ao presidente cubano, Raúl Castro, para o evento de abril.

EFE ed/plc

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