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Situação fora de controle no Haiti, diz líder argentino

O líder pela força de paz argentina no Haiti, Gabriel Fucks, afirmou neste sábado que a situação no Haiti está fora de controle. As declarações do chefe dos Cascos Blancos (capacetes brancos, o braço de ajuda humanitária do governo argentino), segundo a agência de notícias estatal argentina, Télam, foi dada após a chegada da ajuda humanitária.

BBC Brasil |

Fucks disse que a situação piorou e que o estado é de "anarquia" no aeroporto de Porto Príncipe.

O argentino se encontra em um aeroporto a 120 quilômetros de Santo Domingo, a capital República Dominicana. Ele aguarda com uma equipe de médicos e toneladas de remédios e alimentos a autorização para se deslocar para Porto Príncipe, capital do Haiti.

'Caótico'
O controle do aeroporto da capital haitiana foi assumido por militares americanos, que admitem que a situação continua "caótica".

"É ótimo ver tantos países e agências unindo esforços num momento como este. Obviamente, é caótico, mas quando as pessoas unem esforço por um bem comum, é possível transformar o caos em uma coisa boa. E acho que é isso que está acontecendo agora."
Na sexta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, fez um apelo internacional para arrecadar US$ 500 milhões em ajuda para o Haiti.

"A maior parte deste dinheiro seria para necessidades urgentes - o estoque de água e comida é crítico", disse Ban em entrevista coletiva na sede da Organização em Nova York.

O secretário-geral afirmou ainda que o Programa Mundial de Alimentação da ONU já começou a alimentar cerca de 8 mil pessoas diversas vezes por dia.

A ONU estima que cerca de 300 mil pessoas tenham ficado desabrigadas devido ao terremoto.

A organização afirma que uma em cada dez casas da capital, Porto Príncipe, foi destruída pelo terremoto de magnitude 7.

Apesar dos esforços da comunidade internacional, autoridades haitianas e agentes humanitários alertaram nesta sexta-feira para a necessidade de aumentar a segurança de equipes de ajuda por medo de saques e ataques, à medida que aumenta a tensão e a raiva entre sobreviventes do terremoto no Haiti.

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