Site oferece prova de que cientista iraniano assassinado apoiava oposição

Teerã, 13 jan (EFE).- O cientista Massoud Ali Mohmmadi, assassinado em um atentado com bomba na terça-feira em Teerã, tinha assinado uma carta de protesto no qual denunciava a presença de milicianos islâmicos Basij na universidade, afirma hoje o site Jaras, administrado pela oposição.

EFE |

Segundo este site, que publica a citada carta, a assinatura de Mohmmadi aparece junto às de outros 20 docentes e foi dirigida ao reitor da Universidade de Teerã, Farhad Rahbar, em 15 de junho.

"Apesar das informações subjetivas da imprensa, especialmente da agência 'Fars', que tenta mostrar que o professor assassinado apoiava o Governo de Mahmoud Ahmadinejad, existe um novo documento que mostra o contrário com mais segurança ainda", afirma o site.

Em seguida, o site publica a citada carta, que, especificamente, faz referência à presença de milicianos à paisana de noite nas residências universitárias.

Desde que soube da morte de Mohammadi, vítima de um atentado, a posição política do professor foi alvo de controvérsia e contradições.

Enquanto o regime afirmou que era um cientista "comprometido" com a Revolução, a oposição afirma que apoiava o reformismo e o movimento aberturista liderado pelo ex-primeiro-ministro Mir Hussein Moussavi.

Ahmad Shirzad, catedrático e amigo do pesquisador assassinado, apoiou esta última teoria.

No site "Sepidran", Shirzad afirmou que Mohammadi era partidário de Moussavi e inclusive tinha participado da grande manifestação de protesto contra os resultados das eleições presidenciais em 15 de junho.

O regime iraniano acusou a CIA (agência de inteligência americana) e o Mossad (serviços secretos de Israel) de terem cometido o atentado, com a ajuda de grupos iranianos de oposição no exílio que Teerã considera terroristas. EFE msh/an

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