Site do Amazon sobrevive a ataques de hackers pró-WikiLeaks

Grupo Anonymous anunciou que ataque seria às 14h desta quinta-feira, depois de site deixar de hospedar conta do WikiLeaks

iG São Paulo |

Hackers pró-WikiLeaks prometeram atacar o site da loja online Amazon, mas o portal parece ter resistido aos ataques. O grupo dos ciberativistas Anonymous anunciou que atacaria a Amazon às 16h GMT (14h no Brasil), dentro do que chamam "Operação Resposta".

Em sua conta no Twitter "@Op_Payback", o grupo escreveu: "Objetivo: WWW.AMAZON.COM". O ataque à loja virtual seria uma retaliação ao site, que na semana passada deixou de hospedar o WikiLeaks, com o argumento de que a página especializada em vazar documentos secretos havia violado seu regulamento por publicar arquivos confidenciais da diplomacia americana. A loja virtual, no entanto, está vendendo uma versão dos documentos vazados pelo WikiLeaks para seu aparelho digital de leitura (tablet), o Kindle.

Os hackers do Anonymous prometeram uma escalada de ciberataques contra companhias que cortaram os meios de financiamento do WikiLeaks. Os ataques são realizados com a ferramenta LOIC, desenvolvida pelos hackers. Segundo especialistas em segurança na internet, o software utilizado para executar esse tipo de ataques teve mais de 31 mil downloads nos últimos dias. 

Além do Amazon, os hackers pró-WikiLeaks atacaram os sites do Visa, do MasterCard e da filial bancária do serviço de correios suíços, Postfinance, que na segunda-feira anunciou o fechamento da conta de Julian Assange, fundador do WikiLeaks. Os hackers também atacaram outros sites da Suécia, país que busca a extradição de Assange, acusado de estupro e assédio sexual.

Segundo o jornal sueco Aftonbladet, os hackers forçaram o fechamento, durante várias horas do site do governo sueca na madrugada desta quinta-feira. Nos últimos dias, também foram atacadas o site da promotoria sueca e a dos advogados das duas mulheres que acusam Assange de "estupro e agressão sexual".

*Com AFP e BBC

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