Seul, 4 fev (EFE).- Um sul-coreano criou uma portal na internet para a defesa dos direitos humanos de um detento, preso por homicídio, que confessou ter matado sete mulheres e despertando ira e críticas de milhares de internautas.

Segundo informou hoje a agência local "Yonhap", o internauta abriu o portal na segunda-feira através do site sul-coreana Naver.

O portal, chamado "A favor de direitos do assassino em série Kang Ho-Sun" já tem cerca de 5 mil membros.

O administrador do site diz em um comunicado em sua página que os direitos do assassino são tão importantes quanto os das vítimas.

Kang Ho-Sun, 38 anos, preso há dez dias como suspeito do sequestro e assassinato de uma estudante universitária, confessou ter matado sete mulheres.

Ele também é suspeito de ter causar propositalmente o incêndio que aconteceu em sua casa em 2005, matando sua quarta mulher e sua sogra.

Segundo a Polícia sul-coreana, em dezembro Kang manteve também trancada por horas em seu carro uma mulher que havia se negado a manter relações sexuais com ele.

A polêmica se intensificou após ele dizer que pretende escrever um livro sobre seus crimes para que seus dois filhos possam ficar com direitos autorais de propriedade intelectual da obra. EFE ce/jp

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