Síria reitera que conversa com Israel só com devolução do Golã

Damasco, 25 mai (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, assegurou hoje que seu país não voltará a negociar com Israel até que esteja claro que o Estado Judeu abrirá mão das Colinas do Golã, que ocupa desde 1967.

EFE |

Em coletiva de imprensa após o encerramento do 36º Conselho de Ministros de Assuntos Exteriores da Organização da Conferência Islâmica (OCI), Moualem disse que a Síria não voltará a ter "conversas improdutivas" com Israel.

"Quando decidirmos fazê-lo, representará que faremos de acordo com as fórmulas e princípios reconhecidos internacionalmente, sobre a base da liberação total do Golã até a fronteira de 4 de junho de 1967".

Nesse ano, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou as Colinas do Golã sírias, junto com a Península do Sinai egípcio, que mais tarde foi devolvida a Cairo, Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.

Moualem fez essas declarações depois que na quarta-feira passada o porta-voz israelense Mark Regeb afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu estava preparado para iniciar conversas de paz com a Síria "imediatamente", sempre que não haja "condições prévias".

A Síria suspendeu de forma indefinida as negociações de paz indiretas que mantinha com Israel desde maio de 2008 pela ofensiva contra a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, cujo líder máximo, Khaled Meshaal, vive exilado em Damasco.

Por outro lado, no comunicado final da reunião, os 57 países participantes do encontro da OCI, que durou três dias, denunciaram as práticas israelenses "desumanas" contra o povo palestino e apoiaram seu direito a estabelecer um Estado independente com Jerusalém como capital. EFE gb/rr

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