Síria reforça segurança na fronteira com o Líbano

Beirute, 31 out (EFE).- A Síria decidiu estender o esquema militar que mantém em sua fronteira com o Líbano, com o objetivo declarado de evitar o contrabando e a entrada ilegal de pessoas, informaram fontes oficiais libanesas.

EFE |

Segundo um comunicado do Exército libanês publicado hoje na imprensa local, a Síria decidiu ampliar a mobilização iniciada em setembro frente ao limite norte do Líbano e estendê-lo à zona próxima à fronteira leste entre os dois países.

A decisão foi adotada após um contato por telefone entre o comandante-em-chefe do Exército libanês, Jean Kahwaji, e seu correspondente sírio, Ali Habib, acrescentou a nota oficial.

"Esta mobilização acontecerá nos próximos dias ao longo da fronteira oriental (libanesa) e se inscreve no marco das medidas destinadas a colocar fim ao contrabando e impedir as entradas ilegais", afirma o comunicado militar libanês.

Segundo a imprensa libanesa, a reorganização implicará que cerca de 3 mil soldados sírios, equipados com veículos blindados e armas pesadas, serão mobilizados em frente à aldeia de Ersal, no leste do Líbano.

No início deste mês, o presidente do Líbano, Michel Suleiman, após falar por telefone com o líder sírio, Bashar al-Assad, disse que o posicionamento sírio no norte do país era para combater o contrabando.

Em setembro, o Exército libanês revelou que milhares de soldados sírios foram mobilizados na região de Abudiye, ao longo da fronteira norte-libanesa.

Grupos políticos libaneses contrários à Síria entenderam essa medida como uma tentativa do regime de Damasco de retornar ao Líbano, de onde teve que retirar seus soldados e agentes em 2005, após quase três décadas de presença.

A decisão síria de reforçar suas fronteiras com o Líbano ocorre dias depois de helicópteros americanos procedentes do Iraque atacarem, no domingo passado, uma localidade síria próxima à fronteira leste, em um incidente armado que deixou oito mortos e dois feridos.

Fontes americanas disseram à imprensa de seu país que o ataque tinha como alvo uma rede de contrabando de armas e trânsito de combatentes da Síria ao Iraque.

O Governo de Bagdá confirmou que a operação teve e a participação de helicópteros americanos.

O anúncio da reorganização das tropas sírias na fronteira libanesa coincide com um novo relatório levado ao Conselho de Segurança pelo enviado especial da ONU para a aplicação da resolução 1.559, Terje Roed-Larsen, no qual indica sua preocupação com "a porosidade geral" da fronteira entre Líbano e Síria. EFE ks/an

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