A Síria insinuou nesta sexta-feira que os Estados Unidos participaram em setembro do último ano ano de um bombardeio aéreo israelense contra uma suposta instalação nuclear construída em território sírio com ajuda da Coréia do Norte, segundo uma fonte oficial citada pela agência oficial síria Sana.

A fonte, cuja identidade não foi revelada pela agência, negou também "categoricamente" as acusações de Washington de que a Síria pretende desenvolver um programa de energia nuclear com fins militares.

"A Síria rejeita categoricamente as alegações americanas e ressalta que a campanha instigada pela Administração americana tem como principal objetivo confundir o Congresso americano e a opinião pública mundial para justificar o ataque israelense contra a Síria em 6 de setembro, no qual parece que sua Administração participou", disse a fonte.

Estas declarações fazem referência a uma série de provas apresentadas ontem pela CIA no Congresso dos EUA, entre elas um vídeo, que, segundo Washington, mostra que a Síria estava construindo com a ajuda da Coréia do Norte um reator nuclear que tinha fins militares.

O responsável citado pela agência manifestou seu espanto pela "campanha de difamação lançada pela Administração americana contra a Síria sobre as supostas atividades nucleares" desse último país.

Além disso, comentou que este passo dado por Washington se inscreve dentro das negociações que mantém com a Coréia do Norte sobre a questão nuclear.

Por último, a fonte pediu aos EUA que atuem de maneira responsável e que pare de "criar mais crise no Oriente Médio, que ainda sofre as conseqüências do fracasso das políticas americanas".

O embaixador sírio em Washington, Imad Mustafa, já havia rejeitado ontem energicamente as acusações, e afirmou que, "se mostram um vídeo, lembrem que os EUA foram ao Conselho de Segurança da ONU (em fevereiro de 2003) e expuseram provas e imagens de armas de destruição em massa no Iraque".

"Espero que o povo americano não seja tão crédulo desta vez", disse. =

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