Síria e Jordânia elogiam esforços de Obama por paz no O.Médio

Damasco, 11 mai (EFE).- O presidente sírio, Bashar al-Assad, e o rei da Jordânia, Abdullah II, elogiaram hoje os esforços dos Estados Unidos por um acordo de paz durável na região, que inclua o reconhecimento de Israel pelos 57 Estados muçulmanos do mundo.

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Depois de se reunirem hoje em Damasco, ambos os líderes avaliaram a chamada da Casa Branca para alcançar um acordo baseado "no princípio de paz por territórios, que ofereça segurança e estabilidade aos habitantes da região", segundo um comunicado do gabinete presidencial de Assad.

O rei Abdullah chegou esta manhã à capital síria e foi diretamente ao palácio presidencial com o objetivo de relatar ao líder sírio os resultados de sua reunião em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ocorrida em 21 de abril.

Segundo a nota, a segurança internacional se beneficiaria da paz no Oriente Médio.

A reunião entre o monarca jordaniano e o presidente sírio coincidiu com a publicação de uma entrevista em que Abdullah II alerta sobre a possibilidade de que ecloda um conflito regional caso se atrasem as negociações de paz no Oriente Médio.

"Se atrasarmos nossas negociações de paz, vai haver outro conflito entre árabes e muçulmanos com Israel nos próximos 12 ou 18 meses", afirmou o rei jordaniano em entrevista publicada hoje pelo diário londrino "The Times".

O líder, primeiro chefe de Estado árabe a ser recebido na Casa Branca pelo presidente americano, também disse que a região vive um momento-chave.

Segundo o monarca, o diálogo indireto que há até pouco tempo Síria e Israel mantinham será beneficente para toda a região e coincidirá com os esforços dos EUA para conseguir uma paz global.

"A Síria tem a tremenda oportunidade de se beneficiar do contexto regional e se congraçar com o Ocidente", acrescentou o chefe de Estado, na mesma entrevista ao diário britânico.

Em maio de 2008, Síria e Israel anunciaram que tinham retomado as negociações indiretas sob auspício da Turquia, pela primeira vez desde janeiro de 2000.

No entanto, a Síria cancelou essas conversas no final de 2008 pelo ataque de Israel à Faixa de Gaza. EFE gb/rr

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