Síria e Irã advertem sobre repercussões do ataque israelense

Damasco, 3 jan (EFE).- Síria e Irã disseram hoje que o bombardeio israelense à Faixa de Gaza poderá causar repercussões à estabilidade do Oriente Médio e pediram à comunidade internacional que pressione Israel a encerrá-lo.

EFE |

A declaração foi divulgada oficialmente após a reunião de hoje em Damasco entre o presidente sírio, Bashar al-Assad, e o chefe do Conselho Nacional de Segurança do Irã, Said Yalily, que chegou ontem à noite à capital síria.

Síria e o Irã são os dois países que mantêm as posições mais contrárias a Israel no Oriente Médio.

"O presidente Al-Assad analisou com (...) Yalily como poderão se mobilizar os países islâmicos para obrigar Israel a parar seu 'massacre' contra a população de Gaza", diz um comunicado divulgado após a reunião.

Também coincidiram em advertir "sobre as repercussões da agressão israelense na estabilidade e na segurança da região".

Além disso, informaram oficialmente que, após essa reunião, o presidente sírio chamou seu colega russo, Dmitri Medvedev, para conseguir seu apoio a fim de pressionar Israel a cessar os ataques contra Gaza, "em aberto desafio às leis internacionais".

O dirigente iraniano, logo após chegar ontem à noite a Damasco, reuniu-se com o chefe máximo do Hamas, Khaled Mishaal, que vive exilado na capital síria, e também com Ramadan Abdullah Mohammed Shallah, chefe do grupo Jihad Islâmica Palestina, responsável por atentados contra civis em Israel.

Shallah está na lista dos criminosos mais procurados no mundo pelo FBI e pelo Departamento de Estado americano, que dão uma recompensa de US$ 5 milhões para quem fornecer dados que levem a sua captura.

Já o Hamas é apontado por Israel como responsável pela onda de violência, ao quebrar o cessar-fogo que ia até 19 de dezembro e, depois desta, intensificar o lançamento de foguetes contra seu território. EFE gb-ag/jp

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