Síria diz esperar trégua unilateral de Israel

Damasco, 17 jan (EFE).- O ministro de Informação da Síria, Mohsen Bilal, manifestou hoje seu desejo de que o cessar-fogo em Gaza seja imediato e que Israel, como país agressor, declare a trégua unilateralmente.

EFE |

À imprensa, Bilal disse que Israel deverá anunciar o cessar-fogo nas próximas horas e que este deve ser unilateral porque a agressão também foi unilateral.

A previsão é que, no fim da tarde deste sábado, o gabinete de segurança de Israelense, composto por 12 membros destaque do Executivo, decida se suspende ou dá continuidade à sua ofensiva militar contra a Faixa de Gaza.

O ministro de Informação sírio declarou que Israel destruiu Gaza "porque o Hamas está no Governo", escolha que foi feita pelo o povo palestino "em eleições democráticas vencidas" pelo movimento islâmico.

Bilal acrescentou que, após o pleito, Israel "deteve 30 deputados, transformou Gaza na maior prisão do mundo e invadiu o território palestino para acabar com o Hamas", embora só tenha conseguido "fortalecer o movimento de resistência".

Além disso, o ministro sírio pediu que os responsáveis pela invasão de Gaza "sejam levados ao Tribunal de Haia acusados de crimes contra a humanidade".

Bilal acrescentou que a mudança de Governo nos Estados Unidos, a pressão da opinião pública internacional, as crises surgidas nos países árabes que mantêm relações com Israel, além das próximas eleições israelenses, farão as tropas abandonarem Gaza.

O ministro sírio também criticou a atitude do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, no qual 13 países se abstiveram de condenar a invasão de Israel a Gaza, e encorajou a União Europeia (UE) a buscar "uma paz digna, justa e segura" na região.

Ainda segundo Bilal, o processo de paz é necessário para todos "porque a segurança e a estabilidade são para todos".

A respeito das negociações indiretas entre Síria e Israel, que tinham a Turquia como mediadora, o ministro declarou que elas se encontram "congeladas" e que, nas atuais circunstâncias, seria "impossível retomá-las." EFE cla/sc

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