A Síria intensificou suas atividades em um suposto local de produção de armas químicas, uma atitude que pode acirrar as tensões com Israel, informou nesta quarta-feira a revista Janes, especializada em questões de defesa.

As imagens feitas por satélite do sítio de Al Safir, no noroeste da Síria, não permitem afirmar que Damasco prepara uma ofensiva, mas devem alimentar as preocupações de Israel, um país que tem fronteira com os sírios, considerou a conceituada publicação em comunicado.

"A imagem que a Jane's examinou sugere que Damasco buscou ampliar e desenvolver o sítio de Al Safir e seu arsenal de armas químicas", explicou Christian Le Miere, redator-chefe da Jane's Intelligence Review, uma das publicações do grupo.

"A expansão de Al Safir pode se tornar uma fonte de preocupação para Israel e aumentar a desconfiança entre os dois países, apesar das negociações de paz", acrescentou.

O grupo de informações estratégicas sediado em Londres explicou ter estudado imagens obtidas por satélites comerciais entre 2005 e 2008.

"Vários elementos destas imagens permitem afirmar que se trata de um local de produção de armas químicas, além de mostrar que foram empreendidas importantes obras de construção no sítio e em uma base de mísseis adjacente", prosseguiu.

"Isso não significa que a Síria esteja se armando para preparar uma ofensiva, mas são elementos que podem afetar a segurança na região, devido às relações tensas entre Damasco e Tel Aviv", observou a Jane's, afirmando que Al Safir é uma instalação militar e não civil.

"Al Safir é, provavelmente, o local de produção e estocagem de armas químicas mais importante da Síria", destacou.

"Sua presença mostra o desejo da Síria de desenvolver armas não-convencionais, para utilizá-las como dissuasão em um conflito com Israel ou como armamento complementar em caso de conflito", concluiu o grupo.

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