Síria decide fechar dois estabelecimentos americanos em Damasco

O conselho de ministros da Síria decidiu nesta terça-feira fechar um centro cultural e um estabelecimento educativo americanos em Damasco, depois do ataque lançado no domingo pelo exército dos Estados Unidos contra um povoado sírio na fronteira com o Iraque, informou a agência oficial Sana.

AFP |

O conselho de ministros, reunidos na presença do primeiro-ministro Mohammad Naji Otri, pediu aos ministros da Educação e Cultura que tomem as medidas necessárias para a aplicação da decisão.

Durante a reunião, os ministros denunciaram o "crime bárbaro que representa o terrorismo de Estado practicado pela administração americana, que violou a carta da ONU e a lei internacional", acrescenta a Sana.

O conselho também pediu o adiamento da reunião da alta comissão sírio-iraquiana que deveria acontecer nos dias 12 e 13 de novembro.

Vários soldados americanos transportados por helicópteros atacaram no domingo um prédio de uma aldeia síria na fronteira com o Iraque, matando oito civis.

Segundo a TV estatal e a agência Sana, "quatro helicópteros americanos violaram o espaço aéreo sírio às 16H45 local (11H45 Brasília) de domingo", entrando por 8 km no território da Síria.

Segundo as fontes, o soldados americanos desceram dos helicópteros e atacaram um prédio civil em construção e mataram oito operários na aldeia de Al-Sukkariya, na região de Abu Kamal. Os helicópteros partiram em seguida do território sírio em direção ao território iraquiano.

Após a ação, as autoridades sírias convocaram os representantes americanos em Damasco para protestar e pediram a Bagdá que impeça o uso de seu território para "agressões contra a Síria".

As relações entre Damasco e Washington são tensas e o governo do presidente americano, George W. Bush, acusa a Síria de ser a porta de entrada para "terroristas na província de Diyala, a nordeste de Bagdá, conhecida por ser um foco da rede terrorista Al-Qaeda e de grupos rebeldes.

Desde a invasão do Iraque, em 2003, o Exército americano tem enfrentado combatentes estrangeiros em várias operações, principalmente árabes, que entram no país pela região de Al-Qaem, na fronteira síria.

rm/LR/fp/cn

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