Damasco, 17 nov (EFE).- O regime de Damasco criticou hoje o pacto de segurança entre Estados Unidos e Iraque para regular a presença de tropas estrangeiras no país árabe a partir de janeiro de 2009, e qualificou o acordo de recompensa para Washington.

Em reunião em Damasco, o ministro da Comunicação sírio, Mohsen Bilal, disse que "a ocupação americana procura impor seus próprios termos e condições sobre os irmãos do Iraque e tenta legalizar sua presença ilegal nos territórios iraquianos".

Para Bilal, o pacto de segurança é "uma recompensa para os ocupantes" porque dá a eles direitos às custas dos cidadãos do Iraque, mas também dos vizinhos do país árabe.

O ministro sírio disse ainda que os iraquianos "não podem aceitar nada que danifique sua história, independência e dignidade, ou desencadeie prejuízos contra seus irmãos e países vizinhos".

Em 26 de outubro, vários helicópteros americanos atacaram a localidade síria de Abu Kamal, próxima a fronteira com o Iraque, e causaram oito mortos, segundo a versão do regime de Damasco.

Após a agressão, Bagdá rejeitou que o Exército americano use seu território para lançar ataques contra a Síria e expressou sua vontade de que se inclua uma cláusula no acordo de segurança que proíba às suas forças lançar ataques do Iraque.

Na atualidade, a minuta desse pacto se submete a debate no Parlamento iraquiano, que o votará na próxima segunda-feira, antes de ser ratificado pelo Conselho Presidencial.

Por outro lado, Bilal acusou Israel de adotar uma postura contrária à paz, em referência às agressões os últimos dias na Faixa de Gaza.

Israel "provou com seus experimentos e tentativas que é contra o estabelecimento da paz, e continua com a ocupação de nossas terras árabes e a repressão contra os árabes", concluiu. EFE gb/rr

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