Beirute, 21 jul (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid Mouallem, que entregou hoje um convite ao presidente libanês, Michel Suleiman, para que visite a Síria, disse que Damasco está decidido a melhorar as relações com o Líbano e com os países da região.

"A Síria espera a visita do presidente Suleiman o mais rápido possível", disse Mouallem à imprensa, ao final de seu encontro com o presidente do Líbano, em uma visita que é considerada um passo fundamental nas relações entre estes países vizinhos.

Para o diplomata, a reconciliação com certos setores libaneses e com outros Estados árabes "requer a cooperação da outra parte concernida. A Síria está disposta a melhorar suas relações não só com o Líbano, mas também com todos os países árabes".

Sobre as relações diplomáticas entre Beirute e Damasco, disse que há "negociações sérias" e que a Síria está preparada para revisar os acordos bilaterais com o Líbano, a fim de preparar a troca de relações entre os dois.

"Este procedimento não se limita só ao lado sírio, já que ambos estimamos que há ilegalidades" no que se refere aos acordos bilaterais, disse.

"Estamos dispostos a abrir uma embaixada em Beirute, mas essa disposição deve acontecer nos dois países", disse o chefe da diplomacia síria.

Em relação ao problema da fronteira sírio-libanesa, Mouallem disse que "nada impede que delimitemos a fronteira, mas devemos levar em conta os interesses da população que vive dos dois lados dos limites".

Mouallem disse que o problema relativo às Fazendas de Chebaa "não provém da Síria, mas da ocupação israelense. Inclusive se a ONU assumir essa questão, isso não significará o fim da ocupação".

Sobre os libaneses detidos ou desaparecidos na Síria, o ministro respondeu que o comitê sírio-libanês encarregado desse assunto retomou seus trabalhos para trocar informações e que espera que esse problema "seja solucionado em breve".

Diante da visita de Mouallem, os parentes dos libaneses desaparecidos na Síria organizaram uma manifestação até o palácio presidencial para entregar a Suleiman um memorando assinado por 16 organizações, que pedem que o Governo sírio revele o paradeiro dessas pessoas. EFE ks/an

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