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Síria acusa Iraque de cumprir agenda elaborada no exterior

Cairo, 9 set (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al Moualem, acusou hoje o Iraque de cumprir uma agenda elaborada no exterior e de seguir instruções também externas, para envolver a Síria em disputas vizinhas.

EFE |

Al Moualem fez as declarações em reunião realizada na sede da Liga Árabe no Cairo, com o objetivo de resolver a crise enfrentada pelos dois países, informaram fontes diplomáticas árabes à Agência Efe.

Participaram do encontro, além de al Moualem, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, e os ministros de Exteriores do Iraque, Hoshiar Zebari, e da Turquia, Ahmet Davutoglu, mediador no conflito.

O Iraque acusa a Síria de não fiscalizar a fronteira comum o suficiente e permitir a entrada de terroristas, acusações qualificadas de "imorais" e "políticas" pelos sírios.

Zebari reiterou as acusações contra a Síria, que foram rejeitadas por al Moualem, e disse que este país "intervém nos assuntos internos do Iraque e ameaça a estabilidade do povo iraquiano".

"A Síria alimenta as discórdias sectárias, opinam nos assuntos internos (do Iraque) e respalda o terrorismo e a violência que ameaçam a unidade do território e do povo iraquiano", afirmou Zebari.

O ministro de Exteriores do Iraque acrescentou que tudo isso "ameaça a reconciliação entre os iraquianos", segundo as mesmas fontes diplomáticas.

Sobre o trabalho mediador realizado pela Turquia, Davutoglu afirmou, durante a reunião, que são muitos os obstáculos a serem enfrentados.

Entre os impedimentos, Davotoglu citou as provas entregues pelo Governo iraquiano contra os sírios e a lista com os nomes dos seguidores do regime do falecido ditador iraquiano Saddam Hussein, que a Síria não mostrou interesse em entregar ao Iraque.

Zebari pediu à Síria, segundo o jornal árabe "Al Hayat", a extradição de 179 iraquianos, entre os quais estão dois dirigentes do ex-partido governante iraquiano Baath, como condição para resolver a crise.

Por sua parte, Moussa pediu tranquilidade e destacou "os laços históricos que sempre uniram Damasco e Bagdá", assim como "o papel desempenhado pela Síria por acolher milhares de iraquianos deslocados". EFE aj-mv/pd

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