SIPRI ressalta que gastos militares mundiais aumentaram 45% em dez anos

Os gastos militares no mundo aumentaram 6% em 2007 em relação a 2006 e 45% em dez anos, indica o informe anual do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz (SIPRI) divulgado nesta segunda-feira em Estocolmo, segundo o qual América Central e Europa Ocidental foram as regiões com menor aumento.

AFP |

No ano passado, esses gastos foram de 1,339 trilhão de dólares (851 bilhões de euros), sendo 45% dos Estados Unidos; esse valor equivale a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e a 202 dólares por cada um dos 6,6 bilhões de habitantes do planeta, destaca o relatório.

"Os fatores que explicam o aumento dos gastos militares mundiais estão entre os objetivos da política externa de cada país, as ameaças reais ou supostas, os conflitos armados e as políticas destinadas a contribuir para as operações multilaterais de manutenção da paz, junto à disponibilidade de recursos econômicos", ressalta o texto.

A Europa Ocidental e a América Central são as duas regiões onde os gastos militares progrediram menos, com respectivamente 6% e 14% de aumento.

"Apesar de notícias chamativas e de certas provas de uma atitude neste sentido (por exemplo, a índole e o momento escolhido para as aquisições de Brasil, Colômbia e Venezuela), parece improvável que a América do Sul se encontre em meio a uma corrida armamentista clássica", ressalta o SIPRI.

Esses números da América do Sul não alarmam a entidade.

"As compras parecem ter sido motivadas fundamentalmente pelos esforços para substituir ou modernizar o material, com o objetivo de manter a capacidade existente, responder às ameaças predominantemente de segurança interior, fortalecer vínculos com governos fornecedores, aumentar a capacidade da indústria nacional armamentista ou fortalecer a imagem regional ou internacional", considera o organismo.

Os dados obtidos pelo SIPRI mostram que o volume de transferências internacionais de armas para a América do Sul no período 2003-2007 foi 47% superior ao período 1998-2002.

Nesse período, o Leste Europeu foi a região do globo que registrou o maior aumento de gastos (+162%), com o maior aumento de despesas do ano passado (+15%), segundo o informe.

Os gastos militares dos Estados Unidos alcançaram em 2007 um nível superior ao da Segunda Guerra Mundial.

A conseqüência direta é que as vendas de armas dos cem principais fabricantes mundiais (à exceção da China) aumentaram quase 9% em 2006 em um ano, atingindo 315 bilhões de dólares.

Este mercado foi dominado principalmente por 41 empresas norte-americanas e por 34 da Europa Ocidental, que ficaram com 92% das vendas em 2006, o último ano para o qual o SIPRI tem dados.

dt/dm

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