SIP se diz preocupada com hostilidade contra imprensa na América Latina

Miami, 18 jul (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) manifestou hoje preocupação com o aumento da hostilidade por parte de funcionários contra jornalistas e meios de comunicação da América Latina.

EFE |

A SIP disse estar preocupada com as "manifestações hostis particularmente feitas por membros dos Governos de Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Equador, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Uruguai e Venezuela, o que em muitos casos motivou agressões físicas e ameaças contra os comunicadores".

Em reunião realizada hoje em Miami, o Comitê Executivo da SIP voltou a afirmar a necessidade de os Governos respeitarem a liberdade de imprensa e de expressão, e criticou as declarações de funcionários que "fustigam os jornalistas" e os qualificam de "desestabilizadores" do sistema democrático.

O presidente da SIP, Earl Maucker, disse ser necessário "aprofundar a democracia" e para isso pediu aos Congressos de Guatemala, Brasil e Chile que aprovem leis de acesso à informação pública.

Quanto a Cuba, após analisar as mudanças políticas e a "maior abertura econômica" empreendida pelo Governo cubano, a SIP concluiu que ainda "são insuficientes".

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, Gonzalo Marroquín, disse que "se o Governo de Cuba quiser ser levado a sério, deverá começar a libertar os 25 jornalistas independentes que mantém presos, assim como o resto dos presos políticos, e permitir o livre deslocamento dos jornalistas em território nacional".

Marroquín, diretor do jornal guatemalteco "Prensa Libre", disse que "este pedido deve ser uma responsabilidade de todos os Governos democráticos do mundo".

"É intolerável que em nossas Américas haja jornalistas presos, muitos deles em delicado estado de saúde", ressaltou.

Em relação com aos processos eleitorais na região, a SIP mostrou preocupação pelas restrições informativas ordenadas por juízes, particularmente no Brasil.

A SIP, além disso, pediu maiores esforços para investigar os crimes contra jornalistas.

Sobre publicidade oficial, a SIP reivindicou aos Governos que não a utilizem para premiar e castigar meios de comunicação.

Destacou o caso da Nicarágua, onde o Governo do presidente Daniel Ortega "dá 80% da publicidade oficial ao "Channel 4" e a uma outra empresa de infra-estrutura de estradas, ambas coordenadas por membros de sua família".

Nesse sentido, a SIP denunciou "comportamentos discriminatórios de parte dos Governos de Bermudas, Guiana, México, Uruguai e Venezuela, insistindo em que é necessário que se estabeleçam critérios técnicos, objetivos e transparentes para conceder os anúncios". EFE sob/rr

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