SIP pede que Cuba liberte jornalistas independentes

Miami, 18 mar (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou hoje a perseguição a jornalistas independentes de Cuba e pediu a libertação dos presos, no momento em que se lembra a onda repressiva da Primavera Negra de 2003.

EFE |

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Robert Rivard, disse que, durante a reunião semestral que terminou na segunda-feira, no Paraguai, foram condenados "mais uma vez a intolerância e os atos repressivos do Governo de Cuba contra todos os aspectos da liberdade de expressão".

Também foi exigida a libertação de 26 jornalistas independentes, alguns dos quais têm graves problemas de saúde.

Vários deles foram detidos durante a onda repressiva conhecida como a Primavera Negra de 18 de março de 2003, quando 75 dissidentes e jornalistas foram detidos e depois condenados em julgamentos sumários a penas de até 28 anos de prisão.

Rivard, do jornal "San Antonio Express-News", de San Antonio (EUA), acrescentou que, no relatório sobre a situação da liberdade de imprensa, a SIP registrou que, "desde o final de outubro de 2008, foram documentadas 85 ações repressivas contra o exercício jornalístico independente dentro de Cuba".

Essas ações incluem multas, confisco de dinheiro e materiais de trabalho, intimidações, revistas de domicílio, detenções temporárias, demissões, deportações a sua província de origem, violações de correspondência e bloqueios cibernéticos, disse.

"O número supera a quantidade de perseguições registradas no semestre anterior", disse Rivard, em comunicado divulgado em Miami.

A SIP enviou ao Governo de Cuba a resolução emitida sobre a liberdade de expressão na ilha, na qual afirma que foram anulados por 50 anos a liberdade de imprensa, o direito à livre expressão das ideias e o acesso à informação alheia ao monopólio do Estado. EFE sob/an

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