Madri, 5 out (EFE).- O presidente da Comissão de Impunidade da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Juan Francisco Ealy Ortiz, pediu hoje justiça, em nome da organização, para os oito jornalistas assassinados na segunda metade de 2008 no Equador, na Guatemala, na República Dominicana, na Venezuela e no México.

Ealy Ortiz lembrou o nome das vítimas: o dominicano Normando García, o equatoriano Raúl Rodríguez Coronel, os venezuelanos Javier García e Pierre Fould Gerges, o guatemalteco Jorge Mérida Pérez e os mexicanos Felicitas Martínez, Teresa Bautista e Alejandro Fonseca.

"A suas famílias e colegas, oferecemos nossa solidariedade e o compromisso de que reivindicaremos justiça", disse Ealy Ortiz, diretor do jornal mexicano "El Universal", na qualidade de presidente da Comissão de Impunidade da SIP, que desde sexta-feira realiza sua 64ª Assembléia Geral, em Madri.

Ealy Ortiz leu o relatório semestral sobre impunidade e pediu aos presentes que fizessem um minuto de silêncio em memória dos jornalistas assassinados.

Além disso, sugeriu que os jornais dediquem espaços para lembrar destes crimes, com o objetivo de "criar uma consciência cidadã e influenciar na agenda política".

A SIP, disse o presidente da Comissão de Impunidade, investiga atualmente 85 casos de assassinatos de jornalistas na América e ajudou na prisão de 87 assassinos em Brasil, Argentina, Chile, Costa Rica, Colômbia, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai, Peru e República Dominicana.

"Infelizmente, estas boas notícias ficam denegridas pela perda de vidas", acrescentou.

Ealy Ortiz ressaltou que, "em matéria de processos judiciais", durante este semestre foram condenados quatro assassinos de jornalistas no Peru, dois pelo assassinato de Hugo Bustillos Saavedra, em 1988, e outros dois pelo assassinato de Miguel Pérez Julca, em 2007.

No México, outros quatro foram condenados pelo assassinato de Gregorio Rodríguez Hernández em 2004. No Brasil, quatro policiais militares foram detidos pelo assassinato de Luiz Carlos Barbon, em 2007, e, na Colômbia, foi capturado há um mês um legislador acusado de matar Nelson Carvajal, em 1998. EFE fpb/fh/sc

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