SIP elogia sentença contra milicianos que torturaram jornalistas no Rio

Miami, 13 ago (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em inglês) manifestou hoje sua satisfação com a sentença contra dois líderes de uma milícia que sequestraram e torturaram uma equipe do jornal O Dia, no Rio de Janeiro, no ano passado.

EFE |

O juiz Alexandre Abrahão condenou a 31 anos de prisão Odnei Fernando da Silva, conhecido como "Águia" ou "Número 1", e Davi Liberato de Araújo, pelo sequestro e tortura da equipa jornalística, no dia 14 de maio de 2008, informou a SIP, em comunicado.

O presidente da SIP, Enrique Santos Calderón, do jornal "El Tiempo", da Colômbia, demonstrou sua satisfação pela condenação e acrescentou que a boa administração da justiça é uma das formas de combater a impunidade e a violência contra jornalistas.

"Esperamos que esta decisão judicial crie precedentes no Brasil, que é um dos países em toda América Latina cuja Justiça é mais ativa em defesa da liberdade de imprensa e do trabalho dos jornalistas", afirmou.

A equipe, composta por um repórter, um fotógrafo e o motorista da empresa, estava realizando uma reportagem na Favela do Batam, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Disfarçados de moradores, os jornalistas recolhiam informações sobre a atuação de milícias e grupos paramilitares integrados por policiais nas favelas do Rio de Janeiro, de acordo com a SIP.

"Os jornalistas foram descobertos, torturados e detidos por quase oito horas", afirmou a organização, com sede em Miami. EFE sob/pd

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