SIP critica impunidade em morte de repórter brasileiro

Miami, 26 nov (EFE) - A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) apresentou esta semana à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) o caso do jornalista Reinaldo Coutinho da Silva, assassinado há 13 anos e cujos autores continuam livres.

EFE |

A SIP destacou em comunicado divulgado hoje que mantém a esperança em que o organismo pressione o Governo brasileiro para que reinicie as investigações e a Justiça seja feita.

Reinaldo Coutinho da Silva foi assassinado em 1995, e era diretor e editor do "Cachoeiras Jornal", de Cachoeiras de Macacu (RJ).

No dia do assassinato, ia a uma reunião do Instituto de Pesquisa, Estudos e Desenvolvimento Gonçalense, organização cívica fundada por ele e outros membros da comunidade, para discutir e buscar soluções a problemas municipais.

Naquele dia, o convidado especial da reunião era o secretário estadual de Segurança, Nilton Cerqueira, com quem conversariam sobre o tema da violência.

Antes de morrer, Coutinho tinha dito aos parentes que se sentia perseguido por desconhecidos.

Apesar de as autoridades terem considerado várias hipóteses, o crime não foi resolvido.

As testemunhas do assassinato desapareceram, um dos suspeitos, preso por um crime diferente, foi libertado, e outros supostos espectadores não foram ouvidos pela Justiça, segundo a SIP.

Após uma série de pesquisas realizadas durante vários anos e esgotados os recursos legais e jurídicos locais, a SIP descobriu que o caso do repórter permanecia na total impunidade.

O organismo regional alega que "foram violados os princípios da Convenção Americana sobre Direitos Humanos" em artigos referidos aos direitos à vida, a ter acesso à justiça e à liberdade de expressão.

Desde 1997, como parte do projeto Contra a Impunidade e Crimes Sem Castigo, a SIP apresentou à CIDH 20 casos de assassinatos de jornalistas, dos quais foram admitidos 11 (quatro do Brasil, três da Colômbia, dois da Guatemala e dois do México). EFE emi/db

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