SIP condena agressões a diretores de jornal argentino

Miami, 26 ago (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou hoje as novas agressões sofridas por diretores do jornal Clarín, da Argentina, assim como os ataques contra suas instalações.

EFE |

A SIP pediu às autoridades argentinas para agilizar as investigações e deter um "surto de violência que poderia degenerar em maiores atropelos à liberdade de imprensa" e ao direito à informação dos leitores.

As instalações do "Clarín", na cidade de Rosario, 300 quilômetros ao norte de Buenos Aires, foram invadidas e depredadas na última segunda-feira por desconhecidos que causaram danos materiais.

Diretores do jornal denunciaram inesperadas inspeções da Administração Federal de Receita Pública (Afip) a empresas próximas ao Grupo Clarín, entre outras, Torneos y Competencias (TyC), Televisión Satelital Codificada (TSC) e Telerred Imagen Sociedad Anónima (TRISA)..

As inspeções, segundo o periódico, poderiam estar relacionadas com a polêmica gerada na Argentina nas últimas semanas em torno da transmissão de jogos de futebol pela televisão e de um novo acordo entre a Associação de Futebol Argentino (AFA) e o Governo de Cristina Fernández de Kirchner.

Nas últimas semanas também aconteceram incidentes em Buenos Aires e várias cidades do interior onde grupos de pessoas desdobraram cartazes e fizeram protestos contra o "Clarín" e seus diretores, atos que estariam relacionados com uma nova lei de radiodifusão que deve ser apreciada no Congresso nesta quinta-feira.

"As ações contra o 'Clarín' não parecem fruto do acaso, mas se assemelham mais a uma manobra dirigida a intimidar o jornal", disse o presidente da SIP, Enrique Santos Calderón, do jornal colombiano "El Tiempo". EFE emi/db

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