Sinopse de imprensa: Engenheiro brasileiro foi torturado e executado no Iraque, diz laudo

SÃO PAULO - O engenheiro brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, morto em um atentado em janeiro de 2005 no Iraque, foi torturado e executado por terroristas em até 36 horas após o seqüestro, indica o laudo necroscópico. As informações foram publicadas na edição do jornal ¿O Estado de S. Paulo¿ deste domingo.

Redação |

A necropsia foi feita há cerca de um ano, quando o corpo do engenheiro foi repatriado para o Brasil. De acordo com o laudo, assinado pelos médicos Francisco Américo Fernandes Neto e Fortunato Badan Palhares, durante a ação de seqüestro, Vasconcellos foi atingido por uma bala de fuzil que lhe atravessou o dorso perto da axila direita e alojou-se no intestino.

Mesmo ferido, o brasileiro foi capturado por seus seqüestradores ainda vivo. O laudo indica ainda que Vasconcellos teve os braços e pernas amarrados com tiras de pano e ainda foi vítima de maus tratos. O brasileiro pode ter sobrevivido por até 36 horas, quando, no cativeiro, os terroristas decidiram executá-lo com um disparo na nuca.

Ainda de acordo com o laudo, o brasileiro deve ter sido enterrado em uma cova rasa, em solo argiloso, o que ajudou na preservação para que a necropsia fosse feita.

O brasileiro trabalhava no Iraque na construção de uma usina elétrica pela construtora Odebrecht. Ele desapareceu no dia 19 de janeiro quando radicais islâmicos atacaram o veículo em que viajava perto da cidade de Baiji, a 180 quilômetros de Bagdá. 

A ação foi reivindicada pelos grupos Brigadas Mujahidin e Exército de Ansar al Sunna. No dia em que o brasileiro desapareceu, os dois funcionários da Janusian que o acompanhavam, um britânico e um iraquiano, foram mortos por rebeldes.

Três dias depois de seu desaparecimento, a rede de TV árabe Al Jazira exibiu um vídeo em que rebeldes mostravam sua carteira de mergulhador e algumas cédulas de reais. A família, a Odebrecht e o Itamaraty fizeram uma campanha internacional para tentar libertar o brasileiro. Mas de acordo com os laudos divulgados pelo jornal, o brasileiro já estaria morto na data de exibição de seus pertences.

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