Siniora propõe plano de seis pontos para pacificar região de Trípoli

Beirute, 2 set (Efe).- O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, propôs hoje um plano de seis pontos para pacificar a região de Trípoli, palco desde junho passado de combates entre sunitas e alauítas que deixaram dezenas de vítimas.

EFE |

"Trípoli e seus cidadãos têm direito à segurança. Nada justifica uma negligência neste âmbito", afirmou Siniora diante de líderes políticos e religiosos de Trípoli e de outras regiões próximas que se reuniram com ele no palácio governamental em Beirute.

"O Governo pediu, de forma séria, que as instâncias de segurança cumpram sua missão, restaurem a estabilidade e protejam os cidadãos", acrescentou Siniora, que afirmou que a falta de "segurança repercutirá negativamente em qualquer projeto de desenvolvimento".

O plano prevê ajuda às vítimas da violência, a reconstrução das infra-estruturas danificadas, a criação de oportunidades de trabalho, o lançamento de programas de desenvolvimento com instituições particulares, a melhoria dos serviços de saúde, de educação e serviços, e o apoio à reconciliação entre os habitantes do norte.

Enquanto a minoritária comunidade alauíta é simpatizante da oposição política libanesa, liberada pelo Hisbolá, a comunidade sunita conta com o apoio da maioria parlamentar.

Siniora também instou os responsáveis a cooperarem com seu plano para que a segurança volte a esta região, já que se teme que a violência se espalhe para áreas próximas.

Fontes ministeriais, citadas pelo jornal "An-Nahar", afirmam que o plano para Trípoli se espalhará para a região de Akkar, em uma primeira etapa, para depois ser aplicado nas de Baalbeck e Hermen, no leste do país, e em Byblos, ao norte de Beirute.

A segurança também foi o principal assunto abordado pelo recém-nomeado comandante-em-chefe do Exército libanês, Jean Kajwayi, que destacou hoje aos membros das Forças Armadas a necessidade de preservar a segurança do Estado e dos cidadãos.

"É necessário se manter alerta diante da situação no sul para recuperar os territórios ocupados e sobre a cena interna para garantir a estabilidade, assim como (criar) uma atmosfera adequada para que se consolide a democracia e as liberdades públicas", declarou o militar, informou a "Agência Nacional de Notícias" ("ANN") do Líbano.

"Os convoco a intensificarem seus esforços para enfrentarem o terrorismo, as ameaças israelenses e os desafios que espreitam o país", concluiu Kajwayi. EFE ks/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG