Nuakchott, 27 ago (EFE).- Cinco sindicatos mauritanos reunidos na Frente Nacional de Ação Sindical Comum pediram hoje à comunidade internacional que ajude a Mauritânia a sair da crise surgida no país após o golpe de Estado que em 6 de agosto depôs o presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi.

No comunicado é feita uma chamada às "organizações internacionais, continentais e subregionais", para que ajudem o país "a superar esta etapa e a organizar o retorno democrático da instituição presidencial".

"A necessidade de fazer prevalecer a razão, longe da obstinação, pelo bem da Mauritânia, é hoje em dia mais pertinente do que nunca", asseguraram em sua nota, assinada entre outros pela União Geral de Trabalhadores.

A União Livre de Trabalhadores Mauritanos, a União Sindical de Trabalhadores, a União Social de Trabalhadores e a Confederação Independente dos Trabalhadores do país afirmaram que a proteção dos valores democráticos é para eles um objetivo "de primeira ordem".

Lembraram que o objetivo de sua luta é defender a classe trabalhadora, em um ano marcado por uma "degradação terrível" das condições de vida, que foi provocada segundo sua opinião "pela alta dos preços e pela ausência de políticas em matéria de proteção do cidadão". EFE mo/gs

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