Sindicatos mantêm paralisações na Alemanha por salários maiores

BERLIM (Reuters) - Trabalhadores do setor público da Alemanha mantinham as paralisações nesta segunda-feira, com a expectativa de que os alertas de greve aumentem o poder de negociação com os empregadores. Os sindicatos definiram uma série de pequenas paralisações, com duração de algumas horas, como parte da pressão por um aumento salarial de 5 por cento para cerca de 2 milhões de funcionários públicos.

Reuters |

Órgãos das esferas municipais e estaduais têm rejeitado a exigência de 5 por cento, classificando-a como irrealista devido ao aperto nos cofres públicos.

Na cidade de Hanover, líderes sindicais disseram que 10 mil pessoas participaram de um protesto durante paralisação dos sistemas de ônibus e metrô.

"Estamos mandando um sinal forte. Um sinal de protesto e de descontentamento", disse o chefe do sindicato Verdi, Frank Bsirske, a manifestantes.

Milhares de trabalhadores do setor público se juntaram às paralisações desde o começo dos protestos, na semana passada. Além do setor de transportes, estão sendo afetados os setores de assistência infantil, infraestrutura, saúde, museus e teatros.

Os sindicatos afirmam que os atos continuarão até que as negociações sejam retomadas, na quarta-feira. Há uma convocação de greve para os trabalhadores de transporte na terça-feira em Berlim.

(Reportagem de Frank Tunnat, Petra Jasper e Brian Rohan)

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